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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Sim, reclamar é mesmo pior, segundo a neurociência

 

Reclamações constantes fazem com que, ao longo do tempo, se torne mais fácil ser negativo do que positivo, tornando-as um comportamento padrão


Algo ruim acontece com uma pessoa ou ao redor dela. Ela descarrega. Novamente algo ruim acontece com esta ou ao redor dela. Ela reclama. Outro coisa ruim acontece; ela descarrega com alguém e, mais tarde, quando encontra um novo público, reclama.

Logo ela se torna realmente bom em reclamar, porque embora a prática possa não levar à perfeição, ela produz mielina, uma substância neural microscópica que acrescenta velocidade e precisão consideráveis ​​aos pensamentos e movimentos. A mielina é como um músculo, mas, ao invés de fortalecer o corpo, fortalece as vias neurais relacionadas a uma habilidade específica.

As vias neurais, no entanto, não estão equipadas para fazer julgamentos de valor. Se algo positivo é feito repetidamente, habilidades e hábitos úteis são desenvolvidos. Já se algo negativo é feito repetidamente, habilidades e hábitos destrutivos são adquiridos. De qualquer forma, uma alteração no cérebro aconteceu.

As redes neurais são construídas em sinapses, pequenas lacunas nas extremidades dos neurônios que permitem que sinais elétricos ou químicos passem de um neurônio para outro. É assim que as células nervosas se conectam. Cada vez que uma carga é acionada, as sinapses se aproximam microscopicamente para diminuir a distância e, portanto, o tempo de atraso. 

Essa adaptação ajuda a construir padrões de pensamento e comportamento. O resultado é um ciclo virtuoso, caso alguém esteja tentando aprender uma nova habilidade útil, e um ciclo vicioso se esta mesma pessoa fizer algo menos positivo de forma regular, como, por exemplo, reclamar.

Na prática, reclamações constantes fazem com que, ao longo do tempo, se torne mais fácil ser negativo do que positivo, tornando-as um comportamento padrão, o que nunca é bom. 

De acordo com a ciência, descarregar emoções negativas ou reclamar de um problema piora uma situação ruim. Um estudo publicado no European Journal of Work and Organizational Psychology revelou que quanto mais os participantes falavam sobre seus problemas, pior sentiam que o seu dia tinha sido – e mais tempo duravam esses sentimentos negativos.

“[Os participantes] não apenas relataram menor humor momentâneo e menos satisfação e orgulho com o trabalho que estavam fazendo no mesmo dia… mas também tenderam a sentir menor humor na manhã seguinte… e menor orgulho nas realizações do dia seguinte”, escreveram os pesquisadores.

Além disso, os sentimentos negativos, quando externados, não afetam apenas as pessoas que os experimentam, mas também aqueles ao redor delas. Uma pesquisa de Stanford mostra que a exposição à negatividade remove os neurônios do hipocampo, a parte do cérebro usada para resolução de problemas e função cognitiva. Assim, se alguém convive diariamente com uma ou duas dessas pessoas tendem a reclamar muito, seu comportamento pode ser afetado.

Qual é a saída, então? Primeiro, é importante que as pessoas reconheçam que a forma com que respondem a qualquer coisa não é predeterminada, e sim uma escolha. Com isso em mente, da próxima vez em que algo der errado, o recomendado é que elas não percam tempo reclamando, e sim se esforcem para melhorar a situação. 

Elas devem falar, ou até mesmo pensar, sobre aquilo que podem mudar, ou o que farão da próxima vez em que as coisas não saírem como deveriam. Com o tempo, este tipo de reposta fará com que caminhos neurais que tornarão esta reação mais fácil de acontecer sejam construídos.


sábado, 24 de fevereiro de 2024

Sinta-se melhor! Experimente essas ideias de autocuidado

 

Precisando daquela dose rápida de serotonina? Veja algumas práticas de autocuidado que vão te ajudar a se sentir melhor em 5 minutos.

ü  Esteja consciente e controle sua respiração

ü  Autocuidado por meio da escrita: coloque no papel o que está sentindo

ü  Pratique a gratidão como exercício de autocuidado

ü  Faça um alongamento corporal simples

ü  Pause por um momento e pegue um pouco sol

 

Sentiu aquela sensação de cansaço ou de desânimo? Não precisa esperar até seu próximo turno livre para se sentir melhor. A Vida Simples reuniu cinco práticas de autocuidado que levam apenas 5 minutinhos, mas que podem ser poderosas para ajudar você a seguir seu dia bem.

 

Na próxima vez que você sentir que o dia está sendo mais pesado do que deveria, que tal fazer uma pausa e praticar uma dessas atividades?

 

Esteja consciente e controle sua respiração

 

O controle da respiração pode ser uma porta para observar e entender sentimentos. É o que diz Patricia Cappa, professora de Yoga, no Instagram. Patricia fala também sobre práticas de autocuidado e autoconhecimento.

Em outras palavras, a prática de ter mais consciência para a respiração é uma forma de ter mais clareza sobre emoções e menos ansiedade no dia a dia.

No post abaixo, ela explica um modelo que pode ser usado para treinar consciência e controle da respiração.

 

Autocuidado por meio da escrita: coloque no papel o que está sentindo

 

Muitas vezes sentimos algo que não conseguimos entender. Que tal escrever sobre isso para compreender melhor suas emoções?

 

A psicóloga e escritora Gabi Ribas, compartilha os benefícios da escrita terapêutica, uma vez que a prática estimula a autorreflexão e o autoconhecimento. Esse momento pode ser feito de forma livre ou guiado por lista de perguntas.

 

Pratique a gratidão como exercício de autocuidado

 

A ciência tem indicado em estudos os benefícios da gratidão para o bem-estar. Em seu livro Agradeça e seja feliz, Robert Emmons, professor de psicologia positiva na Universidade da Califórnia, analisa resultados da sua pesquisa sobre hábitos de gratidão de algumas pessoas. Em sua conclusão, afirmou que com a prática é possível aumentar em até 25% o chamado, ponto fixo de felicidade, um nível médio de felicidade de cada indivíduo.

Além disso, a prática estimula no cérebro o sistema de recompensa, provocando a liberação de dopamina, um neurotransmissor associado a sensação de felicidade e prazer. Assim, entre as recomendações de Emmons está a de manter um diário de gratidão. Você não precisa escrever, mas se preferir, pode separar um caderno só para isso. Anote três motivos pelos quais você é grato, respirando fundo enquanto escreve.

 

Faça um alongamento corporal simples

 

Mais uma das práticas de autocuidado é o alongamento. Sempre lembrado como algo a ser feito antes das atividades físicas, ele pode ser positivo também se adotado em outros momentos.

O alongamento é um exercício físico que não provoca tensão no músculo. Isso significa que há a liberação de hormônios relacionados ao bem-estar (como a serotonina), assim como ocorre nas atividades físicas.

 

 

Essas são outras vantagens do alongamento:

 

ü  Melhora na circulação sanguínea;

ü  Diminuição de dores;

ü  Mais flexibilidade corporal;

ü  Alívio de tensão muscular;

ü  Auxílio para uma boa postura;

ü  Sensação imediata de relaxamento do corpo e da mente.

 

Entretanto, é bom lembrar que o alongamento não substitui a necessidade de exercícios físicos para a saúde do corpo.

 

Pause por um momento e pegue um pouco sol

 

A exposição a luz natural por cinco minutos já pode fazer diferença na produção da vitamina D na pele. O nutriente, que na realidade é um hormônio, é essencial para a manutenção dos ossos e, em casos de deficiência, pode provocar mal-estar, fadiga e até depressão. Mas esse não é o único benefício do sol.

Aliás, pegar um pouco de sol todos os dias pode melhorar o humor e aumentar a liberação de endorfinas e de serotonina.

sábado, 27 de janeiro de 2024

A lista - Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos

Quem você mais via há dez anos atrás

Quantos você ainda vê todo dia

Quantos você já não encontra mais


Faça uma lista dos sonhos que tinha

Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre

Quantos você conseguiu preservar


Aonde você ainda se reconhece

Na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria

Quantos amigos você jogou fora?


Quantos mistérios que você sondava

Quantos você conseguiu entender?

Quantos segredos que você guardava

Hoje são bobos ninguém quer saber?


Quantas mentiras você condenava?

Quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo

Eram o melhor que havia em você?


Quantas canções que você não cantava

Hoje assovia pra sobreviver?

Quantas pessoas que você amava

Hoje acredita que amam você?




quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

O poder da sincronicidade: identificando sinais e mensagens do Universo

A busca por prosperidade é uma jornada intrínseca à natureza humana, e muitas vezes, encontramos inspiração e orientação nos lugares mais inesperados. Um conceito fascinante que tem ganhado destaque nessa busca é a sincronicidade, uma interconexão aparentemente significativa de eventos que não possuem relação causal, mas que trazem consigo mensagens profundas.

 

Neste artigo, você vai conhecer a relação entre sincronicidade e prosperidade, destacando como identificar e interpretar os sinais do universo. Afinal, eles podem ser guias preciosos em nosso caminho!

 

O que é sincronicidade?

 

sincronicidade, termo popularizado pelo renomado psicólogo suíço Carl Jung, refere-se à ocorrência simultânea de eventos sem uma conexão causal aparente, mas que, quando percebidos, revelam um significado pessoal profundo. Podemos listar como exemplos de sincronicidades ver constantemente horas iguais (como 11:11) ou pensar demais em determinada coisa, e aquilo acontecer.

 

Jung acreditava que esses eventos eram manifestações do inconsciente coletivo, e que interpretá-los poderia fornecer insights valiosos sobre a vida e a jornada individual.

 

Na busca pela prosperidade, a sincronicidade pode ser encarada como um guia espiritual ou um sinal do universo que aponta para oportunidades, decisões importantes ou mudanças necessárias. Identificar e compreender esses sinais pode abrir portas para um caminho mais alinhado com nossos propósitos e desejos.

 

Como reconhecer os sinais do Universo?

 

1.       Intuição e Sensibilidade: A sincronicidade muitas vezes se revela através da intuição e sensibilidade. Desenvolver a capacidade de ouvir nossa voz interior e prestar atenção às nossas emoções pode nos conectar mais profundamente com os sinais do universo.

 

2.       Padrões e Repetição: Fique atento a padrões e repetições em sua vida. Isso pode incluir números, situações ou encontros que ocorrem com frequência. Esses padrões podem conter mensagens importantes sobre o seu caminho em direção à prosperidade.

 

 

3.       Sonhos e Insights: Os sonhos muitas vezes são portadores de mensagens simbólicas. Mantenha um diário de sonhos e reflita sobre o que eles podem revelar sobre sua jornada. Insights espontâneos que surgem durante o dia também podem conter mensagens importantes.

 

4.       Aceitação e Abertura: Esteja aberto a experiências e encontros aparentemente fortuitos. Às vezes, as maiores oportunidades se apresentam quando estamos dispostos a aceitar o inesperado. Manter uma mente aberta e receptiva é fundamental para reconhecer os sinais do universo.

Interpretando sinais da sincronicidade para alcançar a prosperidade

 

1.       Reflexão e Autoconhecimento: Ao se deparar com eventos sincrônicos, reserve tempo para reflexão e autoconhecimento. Questione-se sobre como esses eventos se relacionam com seus objetivos e aspirações. O autoexame pode revelar insights valiosos.

 

2.       Ação Consciente: Sincronicidade não é apenas sobre observar, mas também agir conscientemente. Utilize os sinais do universo como inspiração para tomar decisões e dar passos em direção à prosperidade. A sincronicidade muitas vezes serve como um empurrão suave na direção certa.

 

3.       Gratidão: Agradeça pelas sincronicidades em sua vida. Cultivar um senso de gratidão fortalece a conexão com o universo e abre espaço para mais bênçãos e oportunidades.

 

Ao explorar a relação entre sincronicidade e prosperidade, percebemos que o universo muitas vezes nos envia mensagens importantes para guiar nossa jornada. Ao desenvolver a sensibilidade para reconhecer esses sinais e interpretá-los com sabedoria, podemos nos encontrar em um caminho mais alinhado com nossos propósitos e em direção àquilo que desejamos.

 

Portanto, esteja aberto, seja consciente e agradeça o notável ballet de eventos que compõem a sincronicidade, pois eles podem ser as chaves para desbloquear o sucesso e a realização em sua vida.

Quando desistir pode nos salvar (por Juan Arias) - (Transcrito do El País)

 

Diante dos delírios da guerra, onde os inocentes sempre perdem, desistir não é uma derrota.

Pode parecer um paradoxo. No entanto, desistir às vezes pode nos salvar. Querer ter sucesso, conseguir o que quer a qualquer custo, pode nos levar à pior derrota. Vivemos um momento em que, com mais força do que antes, o que nos valoriza é a conquista, a vitória a qualquer preço. A desistência aparece como covardia.

No passado, aqueles que persistiam eram descritos como teimosos e teimosos. “Vamos, deixe isso pra lá”, diziam nossos avós, quando nem cedíamos às evidências. Hoje, a neurociência avançou no estudo dos complexos labirintos do cérebro e está ajudando a psicologia clássica a aprofundar o estudo da mente e de seus mistérios.

Quando, por exemplo, a psicologia e a política andaram tão de mãos dadas como neste momento? Os estudos cada vez mais ampliados da neurociência, que examinam os labirintos do nosso cérebro, deparam-se com a crise política que está a ser vivida globalmente. E é nesta área que conceitos que podem parecer óbvios, mas que na verdade são os que transformam o mundo, são analisados com mais acuidade.

Há poucos dias, foi chocante a declaração ao jornal brasileiro Folha de São Paulo do psicanalista britânico Adam Phillips, de que “a ideia de nunca desistir é fascista”. E a persistência, não saber ceder, querer ter sucesso a qualquer preço, pertence à psicopatia. O aço não dobra, apenas quebra. Melhor ser uma cana que se molda sem nunca quebrar.

De acordo com os estudos que estão aparecendo na já rica análise do corpo da mente, velhos paradigmas estão começando a ruir. Hoje parece, por exemplo, que a verdadeira saúde mental é aquela que sabe combinar, dependendo do momento, tanto a perseverança quanto a desistência.

Se aqueles que não desistiram, chamados de “resistentes”, sempre foram exaltados como heróis, hoje começa a ficar mais claro que o que ontem foi condenado como fraqueza pode acabar sendo terreno fértil para a vitória. Ruth Aquino, em sua coluna no caderno literário do jornal O Globo , cita a obra: “O perigo de ser são”, de Rosa Montero e afirma: “Para se encontrar às vezes é preciso perder-se numa ilha para formar uma arquipélago.”

Vivemos numa era de tempos de mudança em que todas as águas parecem perturbadas, novas e velhas ao mesmo tempo. É como se tivéssemos que inventar outro alfabeto, outra língua, para podermos compreender o que se passa dentro e fora de nós. Assim, as publicações científicas se multiplicam a cada dia, focadas em desvendar os mistérios contidos em nosso punhado de gramas de cérebro, de autoajuda, que tornaram moda o rico mundo da psique.

E é a linguagem, esse enxoval que adorna apenas o Homo Sapiens, que cria as novas linhas de pensamento, os novos e inéditos labirintos para os quais a mente nos conduz. E assim renasce a força do paradoxo. É isso que estamos vendo quando dizemos que desistir pode ser mais fecundo e mais humano do que querer persistir, vencer, dominar, entregar-se ao outro a qualquer preço para sair vitorioso.

Saber desistir, mesmo que pareça uma derrota, pode, no entanto, ser a melhor das vitórias. Pela primeira vez em muito tempo, as obsessões dos conflitos do velho mundo parecem juntar-se de um lado ao outro do planeta, todos querendo persistir nos seus objetivos de guerra.

De um lado a outro do planeta, começam a ressoar sombrios presságios de guerras, sem esconder que, para não perdê-las, já sugerem sombrias soluções finais. Fala-se de um possível conflito atômico como se fosse uma simples discussão de bar. É curioso que a humanidade nunca tenha estado tão perto como hoje de desvendar os mistérios mais ocultos da natureza e da sua destruição total.

E é aí, nos momentos em que olhamos para o abismo, que precisamos abraçar conceitos simples, mas fecundos, como ser capaz de desistir de triunfar, de passar da grosseira teimosia primitiva de não ceder, para o capacidade lúcida de desistir a tempo. Covardia ou sabedoria?

Citemos agora apenas dois exemplos que nos incomodam a todos: a guerra, que já parece eterna, entre a Rússia e a Ucrânia e a guerra cada vez mais complexa entre Israel e Hamas. Sem pensar no que o fim dessas batalhas pouparia em triliões de dólares em armas, estamos mais do que no passado confrontados com o sofrimento do sacrifício de mulheres e crianças inocentes. Portanto, o fato de “desistir” de continuar a matar e a destruir não seria uma covardia de ambos os lados, mas sim um gesto de humanidade.

A Rússia e a Ucrânia, apertando as mãos, fechando as portas do inferno em curso, e Israel e a Palestina parando a matança e criando juntos dois Estados que podem coexistir sem se destruir, podem parecer neste momento uma utopia infantil. Não é. Nem seria uma fraqueza militar por parte dos contendores. Seria uma nova primavera histórica, uma ressurreição do alegre Maio francês de 68, do “faça amor, não faça guerra”.

Seria a melhor demonstração de que tantas vezes, tanto a nível pessoal como universal, desistir, perdoar, desistir de vencer a qualquer preço, é a melhor e mais digna forma de existir e ter sucesso.

Diante dos delírios da guerra, onde os inocentes sempre perdem, desistir não é uma derrota. É a única coisa que pode nos salvar da loucura sem volta.


sábado, 20 de janeiro de 2024

Felicidade Corporativa

O trabalho desempenha um papel central na vida da maioria das pessoas. Passamos muitos anos de nossas vidas no trabalho e muitas horas dos nossos dias trabalhando ou em atividades relacionadas ao trabalho.

No trabalho podemos encontrar senso de realização e significado, mas também se encontra adoecimento, stress e ansiedade. O que não podemos ignorar é o fato de que o trabalho, o ambiente e as relações profissionais são pontos importantes para construção de felicidade e bem-estar. 

Apesar da importância do trabalho para a felicidade das pessoas, a maioria não percebe o trabalho como uma atividade particularmente agradável, infelizmente. O crescimento nos índices de burnout são alarmantes bem como os dados relacionados à satisfação (ou insatisfação) com o trabalho. 

Vale dizer que hoje existe uma Ciência que estuda a felicidade composta por 3 pilares principais: 

  1. Psicologia Positiva,
  2. Ciência das emoções e
  3. Neurociência.

Após décadas de estudo do cérebro humano, Richard Davidson e sua equipe de neurocientistas afirmou que: “Felicidade é uma habilidade que pode ser praticada e cultivada”.  

Mas afinal, de que felicidade estamos falando? Particularmente, eu gosto bastante do conceito do Professor Tal Ben-Shahar que lecionou em Harvard durante muitos anos e afirma que: “felicidade é a combinação de bem-estar físico, emocional, relacional e intelectual”.

Dessa forma a felicidade deixa de ser uma abstração para se tornar um caminho bem palpável e concreto em que eu assumo minha autorresponsabilidade na construção de bem-estar em minha vida através das escolhas que faço. É claro que temos que cuidar com o excesso de auto responsabilização dos indivíduos visto que a desigualdade social limita muito as escolhas de grande parte da população. 

Mas para além da esfera individual a Ciência está também se dedicando ao estudo da felicidade em âmbito coletivo. Nessa seara entram os estudos da felicidade no trabalho, mas também o contexto educacional e até político visto que diversos governos já têm suas políticas públicas de bem-estar.

A ONU está comprometida com a causa através do seu Relatório Global de Felicidade composto por uma pesquisa realizada em 140 países no mundo todo e dos objetivos de desenvolvimento sustentável que incluem saúde e bem-estar. 

Percebemos então o crescimento das discussões acerca no tema nas mais diversas esferas. Isso acontece porque alguns dados são muito preocupantes: 

Transtornos como depressão e ansiedade já atingem cerca de 1 bilhão de pessoas no planeta – 14% delas são adolescentes. (Organização Mundial da Saúde jun/2022). 

Os gastos mundiais relacionados a transtornos emocionais e psicológicos podem chegar a US$ 6 trilhões até 2030 – mais do que a soma dos custos com diabetes, doenças respiratórias e câncer. (Fórum Econômico Mundial). 

Nos últimos dez anos, a concessão de auxílio-doença acidentário devido a tais males aumentou em quase em 20 vezes. (Ministério da Previdência Social). 

Nesse cenário, a ciência da felicidade assume papel de extrema relevância pois oferece soluções no enfrentamento do adoecimento que encontramos em tantos diferentes espaços da nossa sociedade. Por isso a discussão do tema é tão importante e as organizações tem um papel central para que possamos mudar os rumos da história. 

A Ciência demonstra que existe muito a ganhar tanto para as organizações quanto para os trabalhadores. Mas é importante frisar que o olhar da organização para a saúde, felicidade e bem-estar do colaborador não deve conter segundas intenções.

Quero dizer, o olhar precisa ser real, caso exista o  interesse apenas em obter mais frutos financeiros a partir de maior produtividade qualquer iniciativa será ineficiente. Os ganhos em produtividade e demais benefícios obtidos pela empresa devem ser secundários. Um efeito colateral (muito bem-vindo) oriundo de um trabalho pautado genuinamente no cuidado com os seres humanos que compõem a organização. 

Pesquisas mostram que existe relação direta entre o bem-estar do colaborador e os níveis de produtividade e satisfação do cliente que são dois pilares fundamentais para o sucesso da organização.

Relacionando o conceito do Tal Bem-Shahar fica óbvio que um colaborador gozando de boa saúde física, emocional e mental estará apto a produzir mais e melhor e que isso resulta em maior satisfação por parte do cliente. 

Mas as pesquisas e os dados não param por aí. Trabalhadores mais felizes são 25% mais eficientes, 50% mais motivados, 82% mais satisfeitos e 108% mais engajados (Jéssica Price e Jones). Vendedores mais felizes vendem até 56% mais (Shawn Achor).

E seguem em dados importantes e concretos como:

  • redução de absenteísmo (Akerlof, G.A. et al – Job Satisfaction –Papers on Economic Activity, 2017), 
  • retenção de talentos (Bryson, A. – Employee wellbeing, employee performance – H. Relations, 2017), 
  • redução de turnover (Clark, A.E. et al–Unemployment Psychological evidence – Labor Economics, 2004), 
  • maior inovação, criatividade e resiliência (Krekel, C. et al – Work and Wellbeing – Global Happiness and Wellbeing Policy Report, 2018) e poderíamos seguir citando benefícios .  

Mas a grande pergunta é: como chegar lá? Qual o papel da organização nesse cenário? 

Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que para cada 1 dólar investido no bem-estar do colaborador estima-se um retorno de 5 dólares para a empresa em melhorias de saúde e produtividade. (OMS, 2020)  

É necessário trazer o tema para dentro da organização através de conversas e sensibilização. O início pode ser pelo tema da felicidade ou bem-estar, mas pode também ser um tema adjacente como por exemplo a saúde mental ou emocional. Ouvir a opinião dos trabalhadores e uma pesquisa interna podem ser formas interessantes de começar. 

As pesquisas realizadas ao redor do mundo demonstram que a cultura organizacional e o papel das lideranças são os dois principais pilares da felicidade dentro das organizações. 

As lideranças precisam de conhecimento e formação acerca dessa recente ciência, além de uma série de ferramentas para poderem se tornar líderes mais humanos capazes de auxiliar a gestão do bem-estar das suas equipes. Existem diversas possibilidades de intervenções (sem custo) que podem auxiliar os trabalhadores a elaborarem a sua própria percepção de felicidade dentro dos pilares de bem-estar, bem como sua percepção e expressão emocional e de saúde mental afim de melhores cuidados. 

É papel de todos dentro da organização a construção da cultura, portanto os conhecimentos acerca do tema devem chegar a todas as áreas, bem como uma possível revisão dos valores da organização pode se fazer necessária. Sabemos que a transformação da cultura requer esforço e atenção e que leva tempo portanto o imediatismo não tem lugar.

Cabe a organização oferecer um ambiente adequado para que os trabalhadores possam cuidar do seu bem-estar fazendo as melhores escolhas na construção de sua felicidade. Um ambiente em que existe segurança psicológica possibilita alcançar os benefícios aqui listados. 

domingo, 14 de janeiro de 2024

Lições de atendimento ao cliente Disney para engajar o público

Quem já leu o livro “Nos Bastidores da Disney” aprendeu um pouquinho sobre o modo de ser da empresa, que coloca os clientes sempre em primeiro lugar, mas sem se esquecer de seus funcionários.

A fórmula da excelência em relacionamento e atendimento ao cliente está ali e, se há uma coisa com a qual todos concordam, é que a Disney é um lugar mágico onde todos os sonhos se realizam e as pessoas são felizes.

Aqui na Siteware, todos da equipe de atendimento já leram o livro e aplicam as lições de atendimento ao cliente Disney no tratamento diário com nossos clientes.

Então, decidimos compartilhar algumas lições que tiramos do livro e que podem ser aplicadas a qualquer tipo de empresa para lhe inspirar a fazer o melhor pelo consumidor. Engajar clientes é essencial para melhorar resultados.

4 lições de atendimento ao cliente Disney

1- Valores fortes

Já falamos em alguns posts aqui do blog como os valores da sua empresa são importantes para o seu sucesso. Valores fortes formam uma cultura que exige o comportamento desejado dos funcionários.

No caso da Disney, os principais valores da empresa focam nos desejos e paixões de seus clientes e em como tornar a experiência com a empresa não só positiva, mas mágica. Assim, todo funcionário é incentivado a agir de modo a proporcionar uma convivência de sonho entre a Disney e seus clientes.

Assim como em outras empresas, se algum funcionário não consegue se adaptar ao modo de pensar e agir da Disney, ele não pode fazer parte do quadro da organização.

2- Desenvolvimento de equipe

Para atingir a excelência no atendimento ao cliente Disney, eles se certificam de que todos os membros de sua equipe, desde faxineiros até gerentes, conheçam o propósito da empresa e saibam tudo o que está ao alcance de cada um para contribuir com ele.

O importante é fazer com que todos entendam o porquê de seus trabalhos e saibam o que podem fazer para colaborar. Seja para sorrir sempre que encontrar um cliente ou atendê-los como se fossem velhos conhecidos, o treinamento devido é importante e a reciclagem faz parte do processo de manter o nível de excelência no contato com o cliente.

Uma equipe engajada e que compartilha dos valores da empresa é essencial para atrair e reter clientes.

3- Atenção ao clientes

Você ganha a simpatia e confiança do cliente nas pequenas atitudes. Seja ao resolver um problema com rapidez e eficácia ou ao atender de forma personalizada.

O cliente quer sentir que a sua empresa se importa com ele e com suas necessidades, por isso fique de olho nas pequenas coisas e use-as para proporcionar momentos positivos para seus clientes.

Além disso, não se esqueça de sua equipe. Essa é outras das lições de atendimento ao cliente Disney: Seus colaboradores também querem se sentir respeitados e valorizados. Mostre que se importa e os resultados serão consequência.

4- Liderança que inspira

Como já mostramos em alguns posts aqui do blog, o líder hoje em dia tem que ser mais do que um mero ‘chefe’. É importante que ele dê o exemplo que queira que seja seguido, esteja disponível para sua equipe, ouça seu time e dê feedbacks para melhorar ainda mais o que já está bom e desenvolver o que não está.

Um bom líder ajuda a construir e manter uma cultura forte, que engaja funcionários e trabalha para fidelizar seus clientes e atrair novos, melhorando os resultados da empresa.

Estas foram as lições que nós tiramos da leitura aqui na Siteware. Além de engajar nossos funcionários e atender com excelência aos nossos clientes, nós utilizamos os módulos de Avaliação de Desempenho e Remuneração Variável do STRATWs One para tratar com transparência, facilidade e utilizando uma base de dados confiável todo o progresso dos nossos colaboradores!