Palestras, Treinamentos, Coaching em Grupo, Coaching Individual e Coaching para Docentes
Marcadores
- Coaching (66)
- Psicologia Positiva (58)
- Neuroeducação (54)
- Palestras (40)
- Coaching para Docentes (30)
- Artigos (28)
- Vídeos (23)
- Carreira (10)
- Filosofia (7)
- Quem sou eu (3)
- Próximos eventos (2)
- Contato (1)
sábado, 30 de dezembro de 2023
Viver como um estoico
Ter ciência das limitações humanas serve de bússola para agirmos com sabedoria, coragem e razão
Convidado
a dar uma aula inaugural na universidade de Stanford em 2005, Steve Jobs falou
da ferramenta que vinha turbinando sua força criativa e inovadora: a morte. Com
câncer, mas sempre inspirado, o fundador da Apple lembrou os calouros que a
perspectiva da finitude da vida resgata a importância e a urgência de elegermos
prioridades. A consciência de que o tempo – esse valioso recurso – se esgota
ajuda-nos a valorizar o que realmente importa.
A
mensagem de Jobs é profundamente estoica. Para o estoicismo – escola filosófica
greco-romana nascida no século III a.C., e que se estende até o início da era
cristã – o universo segue a ordem natural e racional que deveria seguir. Não há
espaço para o caos ou o acaso – mesmo as adversidades, as dores e as doenças
estão dentro da lógica universal. Sendo assim, a ação humana deve evitar a
contaminação pelas paixões (a raiva, por exemplo), e apresentar-se serena e
compreensiva frente aos acontecimentos, sejam eles bons ou ruins, fáceis ou
difíceis.
A ideia não é ser conformista ou passivo, mas aceitar que boa
parte da existência está fora do nosso controle. Por mais que sejamos
cuidadosos, como evitar um acidente de trânsito ou uma enfermidade? É razoável
esperar que nossa reputação nunca seja manchada? Marco Aurélio, imperador
romano (dos bons!) que foi um grande seguidor do estoicismo, acreditava que a
honra é uma condição externa, sujeita a críticas e julgamentos, e, portanto,
incontrolável. A opinião alheia, assim como tantos outros eventos, nos escapa.
Dizia Marco Aurélio: “não se sinta atingido e você não terá sido”. Isso não
significa que podemos ser descuidados com nossa reputação, mas sim que nosso
próprio julgamento é que deve dirigir nossas emoções – e essas devem ser
marcadas pelo autocontrole e pela aceitação.
A compreensão madura e serena do imponderável abre um campo fértil
de possibilidades. Pensemos nos desafios da vida corporativa: o que fazer em um
ambiente de restrições que se apresenta aqui e agora? Que parte disso tudo está
a meu alcance transformar e aprimorar? Que planos alternativos são viáveis dado
o contexto? Como permanecer blindado contra uma demissão inesperada? O que
esperar de meu futuro profissional? A escola estoica propõe uma espécie de
“guia prático da resiliência” que pode ser útil para pessoas físicas e
jurídicas. Ter ciência das limitações humanas serve de bússola para agirmos com
sabedoria, coragem e razão. A conciliação com a realidade e seus truques nos
motiva a escolher e agir melhor, pois renunciamos às idealizações que nos fazem
perder tempo, energia e dinheiro.
Sêneca,
filósofo romano que, curiosamente, foi preceptor de Nero e por este foi
condenado a suicidar-se, apontava cinco posturas próprias do homem estoico: a
serenidade frente ao sofrimento, ser corajoso frente ao inesperado, sempre
esperar o resultado mais temido em qualquer situação, adotar o autocontrole
para resistir ao pânico e ao pessimismo, e por fim, a sabedoria em reconhecer
que tais posturas nos predispõem à felicidade.
É incrível a atualidade dessa filosofia quando recorre à
resiliência para explicar a felicidade e sucesso. Na visão deles, somente ao
nos sentirmos felizes com o que temos e com quem somos é que podemos ser
bem-sucedidos. A felicidade seria, assim, a causa do sucesso, e não a
consequência. Hoje sabemos que, de fato, o pensamento positivo influencia a
produção de dopamina – confira os trabalhos de Shawn Achor – e isso contribui
para elevar nossa performance e nosso estado interno de felicidade. O resto sim
é resultante.
Sêneca dizia também que a vida toda é um aprender a morrer. Ainda
complementaria dizendo que é também um aprender a perder com aceitação, e a
vencer sem soberba. A Felicidade não é um ponto de chegada e assim considerá-la
é praticamente desistir de vivenciá-la. A ansiedade, mal maior de nossos
tempos, é desses sentimentos que tudo contamina sacando da jornada o seu sabor.
Epitecto, filósofo romano que foi escravo praticamente por toda a sua vida,
disse que nada de grandioso é criado repentinamente. Disciplina, propósito e
autocontrole são as ferramentas certas para navegar na vida e nos negócios.
Tente olhar o mundo com esses óculos.
Nietzsche e as Crianças – Uma sensível reflexão de Rubem Alves
Por oposição ao propósito da máquina educacional de transformar crianças em adultos, Nietzsche sugeria o oposto e dizia que “A maturidade de um homem é encontrar de novo a seriedade que se tinha quando criança, brincando”.
Desanimado com a estupidez dos
adultos, ele escreveu: “Gosto de me assentar aqui onde as crianças brincam, ao
lado da parede em ruínas entre os espinhos e as papoulas vermelhas. Para as
crianças, eu sou ainda um sábio, e para os espinhos e as papoulas vermelhas”.
Os adultos não o entendiam por que ele escrevia como criança.
Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso
em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo
com olhos de criança. Está sempre à procura de companheiros para brincar. Os
grandes, doidões e perversos, pensam que Deus é como eles, de olho malvado, que
os espiona em todos os lugares, para castigar. Você sabe que não é assim.
Claro que as funções adultas são necessárias: elas são
ferramentas, meios de vida, entidades da Feira de Utilidades. Elas precisam ser
desenvolvidas para que a Criança Eterna brinque pela vida afora, sem se
machucar…
Sonho com o dia em que as crianças que leem meus livrinhos não
terão de grifar dígrafos e encontros consonantais e em que o conhecimento de
obras literárias não será objeto de exames vestibulares: os livros serão lidos
pelo simples prazer da leitura.
Não avalio as crianças em função de saberes. São os saberes que
devem ser avaliados em função das crianças. É isso que distingue um educador.
Um educador não está a serviço de saberes. Está a serviços dos seus alunos. “Aquele que é
um mestre, realmente um mestre, leva as coisas a sério – inclusive ele mesmo –
somente em relação aos seus alunos”. (Nietzsche).
Sugiro uma inversão pedagógica: os grandes aprendendo dos
pequenos. Um profeta do Antigo Testamento resumiu essa pedagogia invertida numa
frase curta e maravilhosa: “E um menino pequeno vos guiará” (Isaías 11:6).
São as crianças que veem as coisas – porque elas as veem sempre pela primeira
vez com espanto, com assombro de que elas sejam do jeito como são. Os adultos,
de tanto vê-las, já não as veem mais. As coisas – as maravilhosas – ficam
banais. Ser adulto é ser cego.
Trecho extraído do livro do
“Universo à Jabuticaba”, Editora Planeta, 3ª Edição, Páginas 50/51.
domingo, 28 de agosto de 2022
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
A CONCEPÇÃO DO HOMEM
FÉ, FILOSOFIA E VIDA NO PENSAMENTO DE AGOSTINHO
Todas as publicações
- dezembro 2019 (1)
- janeiro 2020 (5)
- fevereiro 2020 (14)
- agosto 2022 (10)
- setembro 2022 (12)
- novembro 2022 (1)
- dezembro 2022 (1)
- outubro 2023 (1)
- dezembro 2023 (35)
- janeiro 2024 (48)
- fevereiro 2024 (15)
- março 2024 (1)
- junho 2024 (1)

