sábado, 27 de janeiro de 2024

Suas primeiras memórias ainda podem estar trancadas em sua cabeça. Aqui está o porquê.

Sua primeira tentativa desajeitada de rastejar. Aquela primeira sensação de comida sólida. Talvez até o primeiro abraço nos braços de sua mãe. Podemos não nos lembrar delas, mas pesquisas em ratos sugerem que nosso cérebro ainda guarda essas memórias.

Um novo estudo do Trinity College Dublin envolvendo modelos imunológicos do transtorno do espectro do autismo (TEA) em ratos revelou o papel surpreendente que o sistema imunológico da mãe desempenha na moderação do acesso às memórias das primeiras experiências da vida, no que é conhecido como amnésia infantil.

As descobertas não só podem ajudar-nos a compreender – ou mesmo a aceder – a estes momentos preciosos, como também explicam por que razão algumas pessoas com autismo têm um talento estranho para recordar acontecimentos de épocas que a maioria de nós esqueceu há muito tempo.

“A amnésia infantil é possivelmente a forma mais onipresente, embora subestimada, de perda de memória em humanos e mamíferos”, diz Tomás Ryan, neurocientista do Trinity College Dublin.

“Apesar da sua ampla relevância, pouco se sabe sobre as condições biológicas que sustentam esta amnésia e o seu efeito nas células engramas que codificam cada memória. Como sociedade, assumimos que o esquecimento infantil é um fato inevitável da vida, por isso prestamos pouca atenção a ele.”

Nossa autobiografia mental normalmente começa em algum momento entre nosso segundo e terceiro aniversário. Não é que nossos cérebros sejam incapazes de perceber o mundo antes desta idade. Estudos em ratos também sugerem que os nossos cérebros são plenamente capazes de formar memórias, guardando-as numa biblioteca neurológica sob a forma de estruturas chamadas engramas.

Presumindo que simplesmente já não temos a chave dos cofres que guardam as nossas primeiras experiências, os investigadores têm de considerar os mecanismos em funcionamento que tornam essas memórias inacessíveis.

Houve pistas ocasionais. A amnésia infantil foi evitada em ratos através do uso de produtos farmacêuticos direcionados a neurotransmissores específicos, bem como do uso cronometrado de corticosteróides, o que implica fortemente que as marés da bioquímica corroem ativamente os caminhos para memórias de longo prazo.

Assim, Ryan e a sua equipa voltaram a sua atenção para as mudanças ambientais governadas pelo sistema imunitário da mãe.

Já suspeito de influenciar o surgimento de características associadas a condições neurológicas, incluindo TEA e esquizofrenia, levantou-se a hipótese de que a ativação imunológica materna (MIA) também poderia influenciar as vias associadas à amnésia infantil.

Utilizando ratos jovens e adultos condicionados ao medo de um choque elétrico, os investigadores compararam ratos nascidos de mães nas quais tinham produzido uma resposta imunitária a meio da gravidez.

Não só os descendentes masculinos destas mães mostraram sinais de déficits de comportamento social, semelhantes aos das pessoas com TEA, mas também houve evidências de recordarem eventos de medo durante muito mais tempo do que as suas irmãs e os ratos de controle.

Testes adicionais usando camundongos transgênicos portadores de um gene que rotulava neurônios de memória revelaram diferenças críticas nas estruturas e tamanhos dos engramas dos machos MIA em uma área do hipocampo chamada giro denteado, já bem conhecida como crítica na formação da memória.

A chave para o processo parece ser uma pequena proteína imunológica chamada citocina IL-17a. Camundongos machos nascidos de mães geneticamente modificadas sem essa proteína ainda apresentavam amnésia infantil quando as mesmas respostas imunológicas foram provocadas durante a gravidez.

A razão pela qual os cérebros dos mamíferos desenvolveram um “interruptor de esquecimento” nos seus primeiros momentos não é clara, embora com os mecanismos em funcionamento agora aparentes, os investigadores estejam um passo mais perto de compreender porque é que as memórias permanecem acessíveis em algumas mentes e desaparecem noutras.

“As trajetórias iniciais de desenvolvimento do nosso cérebro parecem afetar o que lembramos ou esquecemos à medida que avançamos na infância”, diz a neurocientista Sarah Power, autora principal do estudo que está agora no Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, na Alemanha.

“Esperamos agora investigar mais detalhadamente como o desenvolvimento afeta o armazenamento e a recuperação de memórias da primeira infância, o que poderia ter uma série de impactos importantes, tanto do ponto de vista educacional quanto médico”.

Esta pesquisa foi publicada na Science Advances.

Veja por que a multitarefa fica mais complicada e até perigosa à medida que envelhecemos

Todos nós temos pouco tempo, então a multitarefa é vista como uma necessidade da vida moderna. Respondemos e-mails de trabalho enquanto assistimos à TV, fazemos listas de compras em reuniões e ouvimos podcasts enquanto lavamos a louça.

Tentamos dividir nossa atenção inúmeras vezes ao dia, equilibrando tarefas rotineiras e importantes.

Mas fazer duas coisas ao mesmo tempo nem sempre é tão produtivo ou seguro quanto focar em uma de cada vez.

O dilema da multitarefa é que, quando as tarefas se tornam complexas ou exigem muita energia, como dirigir enquanto fala ao telefone, nosso desempenho costuma cair em uma ou ambas as tarefas.

Aqui está o porquê – e como nossa habilidade de multitarefa muda conforme envelhecemos.

Fazendo mais coisas, mas com menos eficiência

O problema com a multitarefa, em nível cerebral, é que duas tarefas realizadas simultaneamente frequentemente competem por caminhos neurais comuns – como dois fluxos de tráfego se cruzando em uma estrada.

Em particular, os centros de planejamento do cérebro, localizados no córtex frontal (e conexões com o sistema parieto-cerebelar, entre outros), são necessários tanto para tarefas motoras quanto cognitivas.

Quanto mais as tarefas dependem do mesmo sistema sensorial, como a visão, maior é a interferência.

É por isso que a multitarefa, como falar ao telefone enquanto dirige, pode ser arriscada. Leva mais tempo para reagir a eventos críticos, como um carro freando de repente, e há maior risco de perder sinais importantes, como um semáforo vermelho.

Quanto mais envolvida a conversa telefônica, maior é o risco de acidente, mesmo usando dispositivos de “mãos livres“.

Geralmente, quanto mais habilidoso você é em uma tarefa motora primária, mais capaz é de conciliar outra tarefa simultaneamente. Cirurgiões experientes, por exemplo, podem multitarefar de forma mais eficaz do que residentes, o que é tranquilizador em um centro cirúrgico movimentado.

Habilidades altamente automatizadas e processos cerebrais eficientes significam maior flexibilidade ao multitarefar.

Adultos são melhores em multitarefa do que crianças

A capacidade cerebral e a experiência conferem aos adultos uma maior habilidade para multitarefa em comparação com crianças.

Você pode ter notado que, ao começar a pensar em um problema, caminha mais lentamente e, às vezes, para completamente se estiver profundamente concentrado. A capacidade de andar e pensar ao mesmo tempo melhora durante a infância e adolescência, assim como outros tipos de multitarefa.

Quando crianças fazem essas duas coisas ao mesmo tempo, sua velocidade de caminhada e fluidez diminuem, especialmente ao realizar uma tarefa de memória (como lembrar uma sequência de números), tarefa de fluência verbal (como nomear animais) ou uma tarefa motora fina (como abotoar uma camisa).

Por outro lado, fora do laboratório, a tarefa cognitiva pode ser deixada de lado enquanto a meta motora ganha prioridade.

A maturação cerebral tem muito a ver com essas diferenças de idade. Um córtex pré-frontal maior ajuda a compartilhar recursos cognitivos entre tarefas, reduzindo assim os custos. Isso significa uma melhor capacidade de manter o desempenho em níveis próximos aos de uma única tarefa.

O trato de substância branca que conecta nossos dois hemisférios (corpo caloso) também leva tempo para amadurecer completamente, limitando a habilidade das crianças de caminhar e realizar tarefas manuais (como enviar mensagens de texto no telefone) simultaneamente.

Para uma criança ou adulto com dificuldades de habilidade motora ou transtorno do desenvolvimento da coordenação, erros de multitarefa são mais comuns. Ficar parado enquanto se resolve uma tarefa visual (como julgar qual das duas linhas é mais longa) já é difícil.

Ao caminhar, leva-se muito mais tempo para completar um caminho se ele também envolver esforço cognitivo. Assim, pode se imaginar o quão difícil pode ser caminhar até a escola.

E à medida que nos aproximamos da velhice?

Os idosos são mais propensos a cometer erros de multitarefa. Ao caminhar, por exemplo, adicionar outra tarefa geralmente faz com que os adultos mais velhos andem muito mais devagar e com movimentos menos fluidos do que os adultos mais jovens.

Essas diferenças de idade são ainda mais acentuadas quando é necessário evitar obstáculos ou o caminho é sinuoso ou irregular.

Os adultos mais velhos tendem a recrutar mais o córtex pré-frontal ao caminhar e, especialmente, ao realizar multitarefas. Isso cria mais interferência quando as mesmas redes cerebrais são utilizadas para executar uma tarefa cognitiva.

Essas diferenças de idade no desempenho da multitarefa podem ser mais “compensatórias” do que qualquer outra coisa, permitindo aos idosos mais tempo e segurança ao lidar com eventos ao seu redor.

Pessoas mais velhas podem praticar e melhorar

Testar as capacidades de multitarefa pode fornecer aos médicos informações sobre o risco de quedas futuras de um paciente idoso melhor do que uma avaliação de caminhada isolada, mesmo para pessoas saudáveis que vivem na comunidade.

O teste pode ser tão simples quanto pedir a alguém para caminhar por um caminho enquanto faz subtrações mentais de sete em sete, carregando um copo e pires, ou equilibrando uma bola em uma bandeja.

Os pacientes podem então praticar e melhorar essas habilidades, por exemplo, pedalando uma bicicleta ergométrica ou caminhando em uma esteira enquanto compõem um poema, fazem uma lista de compras ou jogam um jogo de palavras.

O objetivo é que os pacientes consigam dividir sua atenção de forma mais eficiente entre duas tarefas e ignorar distrações, melhorando a velocidade e o equilíbrio.

Há momentos em que pensamos melhor em movimento

Não devemos esquecer que uma boa caminhada pode ajudar a desanuviar a mente e promover o pensamento criativo. Além disso, algumas pesquisas mostram que caminhar pode melhorar nossa capacidade de procurar e responder a eventos visuais no ambiente.

Mas, muitas vezes, é melhor se concentrar em uma coisa de cada vez

Frequentemente ignoramos os custos emocionais e energéticos da multitarefa quando estamos pressionados pelo tempo. Em várias áreas da vida – em casa, no trabalho e na escola – pensamos que isso nos poupará tempo e energia. Mas a realidade pode ser diferente.

Às vezes, a multitarefa pode esgotar nossas reservas e criar estresse, aumentando nossos níveis de cortisol, especialmente quando estamos sob pressão de tempo. Se esse desempenho for mantido por longos períodos, pode nos deixar cansados ou simplesmente esgotados.

O pensamento profundo é exigente em termos de energia por si só, portanto, às vezes, é necessária cautela ao agir simultaneamente – como estar imerso em pensamentos profundos ao atravessar uma rua movimentada, descer escadas íngremes, usar ferramentas elétricas ou subir uma escada.

Então, escolha um bom momento para fazer uma pergunta complicada a alguém – talvez não enquanto eles estiverem cortando vegetais com uma faca afiada. Às vezes, é melhor se concentrar em uma coisa de cada vez.

O artigo foi publicado originalmente por Peter Wilson no The Conversation.


Análise revela alterações moleculares no cérebro e no sangue relacionadas ao suicídio

Em artigo publicado na revista Psychiatry Research, pesquisadores brasileiros descrevem um conjunto de alterações moleculares presentes no cérebro e no sangue de indivíduos que cometeram suicídio. Segundo os autores, o objetivo foi identificar fatores de suscetibilidade e potenciais alvos terapêuticos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo. Entre os jovens, termo que designa a faixa etária dos 15 aos 29 anos, o impacto do suicídio é particularmente alarmante, representando a quarta principal causa de morte. Os dados, de 2019, foram obtidos na última edição do Global Burden of Disease (GBD), estudo epidemiológico que reúne mais de 200 países e fornece um quadro abrangente das principais causas de mortalidade e incapacidade global.

Diversos fatores de risco estão associados ao suicídio, incluindo histórico familiar, traços de personalidade, condições socioeconômicas, exposição a ideias nocivas nas mídias sociais e presença de transtornos psiquiátricos, especialmente depressão e transtorno bipolar. “Contudo, apesar do enorme impacto psicológico, social e econômico gerado pelas mortes por suicídio, a identificação do risco é feita apenas com base em entrevistas clínicas. Os mecanismos neurobiológicos associados às alterações comportamentais ainda são pouco elucidados. E esse foi o foco de nosso estudo”, conta a neurocientista Manuella Kaster, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora da pesquisa ao lado de Daniel Martins-de-Souza, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo Kaster, o grupo revisou e reanalisou uma grande quantidade de dados, disponíveis na literatura, sobre alterações moleculares encontradas no cérebro e no sangue de indivíduos que cometeram suicídio. “O uso de ferramentas como a transcriptômica, a proteômica e a metabolômica permitiu a avaliação simultânea e comparativa de genes, proteínas e metabólitos presentes nas amostras. E verificamos que, em condições complexas como o suicídio, essas análises apresentam um grande potencial, uma vez que podem fornecer a base para a identificação de fatores de suscetibilidade, além de potenciais alvos terapêuticos”, acrescenta Martins-de-Souza.

Dito de forma simplificada, as alterações moleculares podem ser interpretadas como “marcadores de risco” e fornecer novas pistas em neurobiologia, constituindo um importante auxílio às informações levantadas nas entrevistas clínicas. “Um dado notável observado em diferentes estudos é que muitos indivíduos procuram serviços de saúde no ano anterior à tentativa de suicídio ou ao suicídio. Mas, devido às dificuldades na identificação do risco, não recebem a atenção que poderia evitar o desfecho”, afirma Kaster.

Caibe Alves Pereira, doutorando da UFSC orientado por Kaster e primeiro autor do artigo, recolheu 17 estudos que traziam informações sobre alterações cerebrais na expressão de genes e proteínas de indivíduos que cometeram suicídio, em comparação com dados de indivíduos acometidos por outras causas de morte. O córtex pré-frontal foi a região cerebral mais avaliada.

“Essa região do cérebro apresenta uma grande conexão com os centros de controle emocional e de controle de impulsos. É fundamental em processos de flexibilidade comportamental e de tomada de decisão. Alterações em sua estrutura ou função podem ser extremamente relevantes no contexto do comportamento suicida”, sublinha Kaster.

Tal informação é especialmente relevante no caso dos jovens, porque o córtex pré-frontal é uma das últimas regiões do cérebro a ficar maturada. Alterações em mecanismos de plasticidade no córtex pré-frontal, afetadas pelos diferentes fatores de risco (sociais, culturais, psicológicos etc.), podem ter um impacto significativo no controle emocional e comportamental em indivíduos jovens.

No estudo em pauta, os dados dos diferentes trabalhos foram combinados. E, por meio de algoritmo desenvolvido por Guilherme Reis de Oliveira, doutorando da Unicamp orientado por Martins-de-Souza e participante do artigo, foi possível identificar alguns mecanismos biológicos e vias comuns associados ao suicídio. Alterações em sistemas de neurotransmissores, em especial de neurotransmissores inibitórios, apareceram como as principais modificações observadas. “As alterações moleculares foram principalmente associadas com células gliais, como astrócitos e micróglia, que apresentam interação próxima e dinâmica com os neurônios e são fundamentais no controle da comunicação celular, metabolismo e plasticidade”, conta Martins-de-Souza.

Segundo o pesquisador, a análise dos dados apontou ainda para alterações em alguns fatores de transcrição: moléculas responsáveis pela regulação da expressão de diversos genes. “Entre eles, o fator de transcrição CREB1 já foi amplamente explorado por seus efeitos na neuroplasticidade e por ser um alvo importante no efeito de fármacos antidepressivos. Contudo, os fatores de transcrição MBNL1, U2AF e ZEB2, associados ao processamento de moléculas de RNA, formação de conexões corticais e gliogênese, nunca foram estudados no contexto da depressão e suicídio”, detalha.

E Kaster conclui: “Desde a ideação até a execução, o suicídio deve ser levado a sério. Sabemos que as mortes por suicídio são mais prevalentes em pessoas do sexo masculino, enquanto as tentativas são mais prevalentes em pessoas do sexo feminino. Mas isso se deve ao potencial de letalidade e agressividade dos meios utilizados e diferenças em aspectos comportamentais. O suicídio é uma causa de morte evitável com intervenções oportunas. E esta é a principal motivação de nosso estudo. É preciso reduzir o estigma e compreender, de forma ampla e profunda, os diferentes aspectos biológicos, sociais e culturais envolvidos nas alterações de comportamento”.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

CENTRO EDUCACIONAL LATINO AMERICANO

 

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O poder da sincronicidade: identificando sinais e mensagens do Universo

A busca por prosperidade é uma jornada intrínseca à natureza humana, e muitas vezes, encontramos inspiração e orientação nos lugares mais inesperados. Um conceito fascinante que tem ganhado destaque nessa busca é a sincronicidade, uma interconexão aparentemente significativa de eventos que não possuem relação causal, mas que trazem consigo mensagens profundas.

 

Neste artigo, você vai conhecer a relação entre sincronicidade e prosperidade, destacando como identificar e interpretar os sinais do universo. Afinal, eles podem ser guias preciosos em nosso caminho!

 

O que é sincronicidade?

 

A sincronicidade, termo popularizado pelo renomado psicólogo suíço Carl Jung, refere-se à ocorrência simultânea de eventos sem uma conexão causal aparente, mas que, quando percebidos, revelam um significado pessoal profundo. Podemos listar como exemplos de sincronicidades ver constantemente horas iguais (como 11:11) ou pensar demais em determinada coisa, e aquilo acontecer.

 

Jung acreditava que esses eventos eram manifestações do inconsciente coletivo, e que interpretá-los poderia fornecer insights valiosos sobre a vida e a jornada individual.

 

Na busca pela prosperidade, a sincronicidade pode ser encarada como um guia espiritual ou um sinal do universo que aponta para oportunidades, decisões importantes ou mudanças necessárias. Identificar e compreender esses sinais pode abrir portas para um caminho mais alinhado com nossos propósitos e desejos.

 

Como reconhecer os sinais do Universo?

 

1.       Intuição e Sensibilidade: A sincronicidade muitas vezes se revela através da intuição e sensibilidade. Desenvolver a capacidade de ouvir nossa voz interior e prestar atenção às nossas emoções pode nos conectar mais profundamente com os sinais do universo.

 

2.       Padrões e Repetição: Fique atento a padrões e repetições em sua vida. Isso pode incluir números, situações ou encontros que ocorrem com frequência. Esses padrões podem conter mensagens importantes sobre o seu caminho em direção à prosperidade.

 

 

3.       Sonhos e Insights: Os sonhos muitas vezes são portadores de mensagens simbólicas. Mantenha um diário de sonhos e reflita sobre o que eles podem revelar sobre sua jornada. Insights espontâneos que surgem durante o dia também podem conter mensagens importantes.

 

4.       Aceitação e Abertura: Esteja aberto a experiências e encontros aparentemente fortuitos. Às vezes, as maiores oportunidades se apresentam quando estamos dispostos a aceitar o inesperado. Manter uma mente aberta e receptiva é fundamental para reconhecer os sinais do universo.

Interpretando sinais da sincronicidade para alcançar a prosperidade

 

1.       Reflexão e Autoconhecimento: Ao se deparar com eventos sincrônicos, reserve tempo para reflexão e autoconhecimento. Questione-se sobre como esses eventos se relacionam com seus objetivos e aspirações. O autoexame pode revelar insights valiosos.

 

2.       Ação Consciente: Sincronicidade não é apenas sobre observar, mas também agir conscientemente. Utilize os sinais do universo como inspiração para tomar decisões e dar passos em direção à prosperidade. A sincronicidade muitas vezes serve como um empurrão suave na direção certa.

 

3.       Gratidão: Agradeça pelas sincronicidades em sua vida. Cultivar um senso de gratidão fortalece a conexão com o universo e abre espaço para mais bênçãos e oportunidades.

 

Ao explorar a relação entre sincronicidade e prosperidade, percebemos que o universo muitas vezes nos envia mensagens importantes para guiar nossa jornada. Ao desenvolver a sensibilidade para reconhecer esses sinais e interpretá-los com sabedoria, podemos nos encontrar em um caminho mais alinhado com nossos propósitos e em direção àquilo que desejamos.

 

Portanto, esteja aberto, seja consciente e agradeça o notável ballet de eventos que compõem a sincronicidade, pois eles podem ser as chaves para desbloquear o sucesso e a realização em sua vida.

Quando desistir pode nos salvar (por Juan Arias) - (Transcrito do El País)

 

Diante dos delírios da guerra, onde os inocentes sempre perdem, desistir não é uma derrota.

Pode parecer um paradoxo. No entanto, desistir às vezes pode nos salvar. Querer ter sucesso, conseguir o que quer a qualquer custo, pode nos levar à pior derrota. Vivemos um momento em que, com mais força do que antes, o que nos valoriza é a conquista, a vitória a qualquer preço. A desistência aparece como covardia.

No passado, aqueles que persistiam eram descritos como teimosos e teimosos. “Vamos, deixe isso pra lá”, diziam nossos avós, quando nem cedíamos às evidências. Hoje, a neurociência avançou no estudo dos complexos labirintos do cérebro e está ajudando a psicologia clássica a aprofundar o estudo da mente e de seus mistérios.

Quando, por exemplo, a psicologia e a política andaram tão de mãos dadas como neste momento? Os estudos cada vez mais ampliados da neurociência, que examinam os labirintos do nosso cérebro, deparam-se com a crise política que está a ser vivida globalmente. E é nesta área que conceitos que podem parecer óbvios, mas que na verdade são os que transformam o mundo, são analisados com mais acuidade.

Há poucos dias, foi chocante a declaração ao jornal brasileiro Folha de São Paulo do psicanalista britânico Adam Phillips, de que “a ideia de nunca desistir é fascista”. E a persistência, não saber ceder, querer ter sucesso a qualquer preço, pertence à psicopatia. O aço não dobra, apenas quebra. Melhor ser uma cana que se molda sem nunca quebrar.

De acordo com os estudos que estão aparecendo na já rica análise do corpo da mente, velhos paradigmas estão começando a ruir. Hoje parece, por exemplo, que a verdadeira saúde mental é aquela que sabe combinar, dependendo do momento, tanto a perseverança quanto a desistência.

Se aqueles que não desistiram, chamados de “resistentes”, sempre foram exaltados como heróis, hoje começa a ficar mais claro que o que ontem foi condenado como fraqueza pode acabar sendo terreno fértil para a vitória. Ruth Aquino, em sua coluna no caderno literário do jornal O Globo , cita a obra: “O perigo de ser são”, de Rosa Montero e afirma: “Para se encontrar às vezes é preciso perder-se numa ilha para formar uma arquipélago.”

Vivemos numa era de tempos de mudança em que todas as águas parecem perturbadas, novas e velhas ao mesmo tempo. É como se tivéssemos que inventar outro alfabeto, outra língua, para podermos compreender o que se passa dentro e fora de nós. Assim, as publicações científicas se multiplicam a cada dia, focadas em desvendar os mistérios contidos em nosso punhado de gramas de cérebro, de autoajuda, que tornaram moda o rico mundo da psique.

E é a linguagem, esse enxoval que adorna apenas o Homo Sapiens, que cria as novas linhas de pensamento, os novos e inéditos labirintos para os quais a mente nos conduz. E assim renasce a força do paradoxo. É isso que estamos vendo quando dizemos que desistir pode ser mais fecundo e mais humano do que querer persistir, vencer, dominar, entregar-se ao outro a qualquer preço para sair vitorioso.

Saber desistir, mesmo que pareça uma derrota, pode, no entanto, ser a melhor das vitórias. Pela primeira vez em muito tempo, as obsessões dos conflitos do velho mundo parecem juntar-se de um lado ao outro do planeta, todos querendo persistir nos seus objetivos de guerra.

De um lado a outro do planeta, começam a ressoar sombrios presságios de guerras, sem esconder que, para não perdê-las, já sugerem sombrias soluções finais. Fala-se de um possível conflito atômico como se fosse uma simples discussão de bar. É curioso que a humanidade nunca tenha estado tão perto como hoje de desvendar os mistérios mais ocultos da natureza e da sua destruição total.

E é aí, nos momentos em que olhamos para o abismo, que precisamos abraçar conceitos simples, mas fecundos, como ser capaz de desistir de triunfar, de passar da grosseira teimosia primitiva de não ceder, para o capacidade lúcida de desistir a tempo. Covardia ou sabedoria?

Citemos agora apenas dois exemplos que nos incomodam a todos: a guerra, que já parece eterna, entre a Rússia e a Ucrânia e a guerra cada vez mais complexa entre Israel e Hamas. Sem pensar no que o fim dessas batalhas pouparia em triliões de dólares em armas, estamos mais do que no passado confrontados com o sofrimento do sacrifício de mulheres e crianças inocentes. Portanto, o fato de “desistir” de continuar a matar e a destruir não seria uma covardia de ambos os lados, mas sim um gesto de humanidade.

A Rússia e a Ucrânia, apertando as mãos, fechando as portas do inferno em curso, e Israel e a Palestina parando a matança e criando juntos dois Estados que podem coexistir sem se destruir, podem parecer neste momento uma utopia infantil. Não é. Nem seria uma fraqueza militar por parte dos contendores. Seria uma nova primavera histórica, uma ressurreição do alegre Maio francês de 68, do “faça amor, não faça guerra”.

Seria a melhor demonstração de que tantas vezes, tanto a nível pessoal como universal, desistir, perdoar, desistir de vencer a qualquer preço, é a melhor e mais digna forma de existir e ter sucesso.

Diante dos delírios da guerra, onde os inocentes sempre perdem, desistir não é uma derrota. É a única coisa que pode nos salvar da loucura sem volta.


sábado, 20 de janeiro de 2024

6 Razões para Profissionais de RH Investirem em Cultura, Clima e Engajamento

Atuar no Desenvolvimento Humano Organizacional exige atenção aos aspectos culturais da empresa. Compreender a cultura, gerenciar mudanças, diagnosticar o clima e criar estratégias para aumentar o engajamento são essenciais para obter resultados. Cada empresa é única, portanto, não basta copiar soluções prontas de outros colegas.


Aqui estão 6 motivos pelos quais você, profissional de RH, deve investir nesse tema:

1.      Impacto nos Resultados: Entender e gerenciar a cultura permite alinhar estratégias aos valores da empresa, impactando positivamente o desempenho e os resultados.

2.      Adaptação às Mudanças: Vivemos em um mundo dinâmico; o curso de Gestão de Mudanças desenvolve habilidades para conduzir transições suavemente, minimizando resistências.

3.      Retenção de Talentos: Compreender clima e engajamento é crucial. Profissionais satisfeitos tendem a ficar reduzindo custos de rotatividade e contribuindo para um ambiente mais produtivo.

4.      Relações Interpessoais: A cultura influencia a interação no trabalho. Compreendendo essa dinâmica, o profissional de RH pode promover relações saudáveis e colaborativas.

5.      Produtividade e Inovação: Ambientes saudáveis estimulam inovação e produtividade. Os cursos fornecem ferramentas para criar um ambiente propício ao desenvolvimento de ideias inovadoras.

6.      Antecipação de Conflitos: Entender cultura e mudanças capacita o profissional a antecipar e resolver conflitos, promovendo um ambiente mais harmonioso.


Investir em cursos não apenas aprimora habilidades técnicas, mas capacita o profissional a desempenhar um papel estratégico na construção de uma cultura organizacional positiva.

O Grupo TAtuar no Desenvolvimento Humano Organizacional exige atenção aos aspectos culturais da empresa. Compreender a cultura, gerenciar mudanças, diagnosticar o clima e criar estratégias para aumentar o engajamento são essenciais para obter resultados. Cada empresa é única, portanto, não basta copiar soluções prontas de outros colegas.


Aqui estão 6 motivos pelos quais você, profissional de RH, deve investir nesse tema:

1.      Impacto nos Resultados: Entender e gerenciar a cultura permite alinhar estratégias aos valores da empresa, impactando positivamente o desempenho e os resultados.

2.      Adaptação às Mudanças: Vivemos em um mundo dinâmico; o curso de Gestão de Mudanças desenvolve habilidades para conduzir transições suavemente, minimizando resistências.

3.      Retenção de Talentos: Compreender clima e engajamento é crucial. Profissionais satisfeitos tendem a ficar reduzindo custos de rotatividade e contribuindo para um ambiente mais produtivo.

4.      Relações Interpessoais: A cultura influencia a interação no trabalho. Compreendendo essa dinâmica, o profissional de RH pode promover relações saudáveis e colaborativas.

5.      Produtividade e Inovação: Ambientes saudáveis estimulam inovação e produtividade. Os cursos fornecem ferramentas para criar um ambiente propício ao desenvolvimento de ideias inovadoras.

6.      Antecipação de Conflitos: Entender cultura e mudanças capacita o profissional a antecipar e resolver conflitos, promovendo um ambiente mais harmonioso.


Por: Isabela Cavalheiro - Fundadora do Grupo Trhoca / Especialista em RH e Carreira