sábado, 30 de dezembro de 2023

Palestras, cursos, treinamentos, atendimento pessoal ou em grupos

PSICOLOGIA POSITIVA, COACHING E NEUROEDUCAÇÃO

A nossa missão tem como objetivo principal incentivar e orientar as pessoas a praticarem atitudes intencionais positivas, e através da prática das virtudes se tornarem seres humanos mais conscientes de si e felizes.

Ø  Auxiliamos pessoas, equipes e empresas na busca por alta performance, realização pessoal e profissional.

Quem sou eu:

Coach, Especialista em Psicologia Positiva e Neuro educador. Duas importantes certificações internacionais pelo IBC - Instituto Brasileiro de Coaching: Professional & Self Coaching e Análise Comportamental. Graduado em Gestão de Pessoas com MBA em Gestão de Pessoas e Comportamento Humano. Pós-graduado em Formação Docente para o Ensino Superior, Neuro educação, Educação Cognitiva e Filosofia. Extensão em Educação Emocional Positiva, Extensão em Psicologia Positiva, Extensão em Psicologia Analítica abordagens infantis, Extensão em Psicologia Analítica com ênfase em Mitologia, Extensão em Educação Freiriana, Facilitador do Jogo do Herói, Facilitar do Jogo da Vida, Docente e Escritor.

Temas abordados:

ü  Conectando conhecimentos (Psicologia Positiva, Coaching, Neuro educação e Filosofia);

ü  Crenças;

ü  Sabotadores;

ü  A Jornada do Herói;

ü  A teoria do bem-estar;

ü  Virtudes;

ü  Produtividade;

ü  A teoria dos septênios;

ü  Conceitos do Coaching;

ü  Conceitos da Psicologia Positiva;

ü  Conceitos da Neuro educação;

ü  Conceitos da Filosofia;

ü  Estruturação das metas;

ü  Gestão do tempo;

ü  Empregabilidade;

ü  Carreira;

ü  Mundo VUCA e BANI;

ü  Dinâmicas em grupo e exercícios em dupla

 

Vantagens para o contratante:

ü  Aumento da produtividade;

ü  Aumento da satisfação do funcionário;

ü  Ambiente de trabalho mais leve;

ü  Retenção de talentos;

ü  Formação de líderes;

ü  Formação de multiplicadores para treinamentos;

ü  Engajamento do funcionário.


Vantagens para os beneficiados:

ü  Autoconhecimento;

ü  Sentido no que faz;

ü  Ambiente de trabalho agradável;

ü  Valorização do emprego;

ü  Oportunidade de aprendizado / formação;

ü  Preparação para ser uma referência de treinamento;

ü  Mais qualidade nas entregas.


E TEM MAIS!!!

Cada participante receberá todo material em PDF + Certificado + 1 sessão de Coaching individual gratuita.

Aproveita já!!!




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COACHING PARA DOCENTES

Quem sou eu:

Kleber Nunes

PSICOLOGIA POSITIVA, COACHING E NEUROEDUCAÇÃO

Palestras, treinamentos, cursos, atendimento em grupo, individual, presencial ou online

                                                                                                                                                                       Coach, Especialista em Psicologia Positiva e Neuro educador. Duas importantes certificações internacionais pelo IBC - Instituto Brasileiro de Coaching: Professional & Self Coaching e Análise Comportamental. Graduado em Gestão de Pessoas com MBA em Gestão de Pessoas e Comportamento Humano. Pós-graduado em Formação Docente para o Ensino Superior, Neuro educação, Educação Cognitiva e Filosofia. Extensão em Educação Emocional Positiva, Extensão em Psicologia Positiva, Extensão em Psicologia Analítica abordagens infantis, Extensão em Psicologia Analítica com ênfase em Mitologia, Extensão em Educação Freiriana, Facilitador do Jogo do Herói, Facilitar do Jogo da Vida, Docente e Escritor.

Apresentação: Há uma demanda importante na área da educação (alunos em formação docente, escolas particulares, faculdades, instituições de ensino e universidades), que consiste em utilizar as ferramentas e abordagens do Coaching, da Psicologia Positiva e da Neuro educação para enriquecer o processo de aprendizagem. A utilização desses conceitos, adaptados à realidade da sala de aula, tem potencial de transformar o (professor/docente/tutor/mediador do conhecimento), em profissionais mais preparados para entender e atender as diversas expectativas do cenário atual, adaptando-as a realidade do aluno.

Objetivo: Capacitar formandos e formados em educação a elevarem suas performances no processo de ensino/aprendizagem, e consequentemente, irem além do modelo tradicional, tornarem-se profissionais que conseguem enxergar muitas outras possibilidades, além das já conhecidas, para conduzirem com maestria o processo de aprendizagem significativa. A ideia é que os profissionais tenham cada vez mais recursos.

Conteúdo: Benefícios e Aplicações do Coaching no Processo de Aprendizagem; Educação Emocional Positiva; Crenças e Valores; A Teoria do bem-estar – Psicologia Positiva; As 6 Grandes Virtudes da Humanidade; Mundo V.U.C.A; Mundo BANI; Mindsets Acadêmicos; Escada da Responsabilização / Elevador do Humor; Ferramentas de Coaching Educacional; Ciclo da Aprendizagem; Aprendizagem Humanizada (Os pilares da educação); Aprendizagem Significativa; Comunicação não Violenta; Escada do Coaching – Modelo A.P.O.I.A.R; Neuro educação; A jornada do Herói; Sabotadores.

 

Público-alvo: Proprietários, Diretores, Coordenadores, Professores, Tutores e Auxiliares de instituições particulares de ensino; Mentores, Facilitadores, Analistas e Especialistas em gestão do conhecimento nas corporações; Formandos em qualquer área da educação. 


 Contato: kleberconsult@hotmail.com - (11) 97058-0478


A jornada do herói

O conceito da Jornada do Herói foi criado por Joseph Campbell, estudioso norte-americano de mitologia e religião comparada.  Neste conceito Campbell cria um modelo de como seria o passo a passo do percurso de transformação do homem comum em herói, com todas as provações que surgem no meio do caminho.

A Jornada do Herói é muito utilizada em roteiros de cinema, seriados e, também, dentro das empresas como ferramenta de motivação e organização de metas para executivos. Um exemplo claro são os roteiros de Guerra nas Estrelas de George Lucas, todos seguem os estágios da Jornada de Campbell.

1.  Mundo comum - No início temos a ambientação do mundo, com a apresentação do personagem principal, vinculado aos seus aspectos pessoais, com qualidades, defeitos e detalhes que permitam que o leitor encontre identificação. Neste ponto estamos olhando o personagem como se vivesse sua vida normalmente, sem ter noção do seu futuro.

 

2.      O chamado à aventura - Para que a aventura comece, o personagem deve se deparar com um conflito, algum chamado à aventura que o tire de sua zona de conforto. Além disso, não é necessário que seja algo dramático, como uma morte, pois pode ser apenas um desafio que o obrigue a vivenciar novas experiências. O desafio se relaciona com coisas valiosas, como salvar seu vilarejo, ganhar fama, segurança para sua família, salvar a si mesmo de algum infortúnio, ou qualquer outra coisa que deseje conquistar ou manter.

 

3.  Negação e crise - Perante o desafio, é natural que o medo e a hesitação permeiem os pensamentos do nosso protagonista. Não somente, mas a recusa do chamado o fará convencer a si mesmo a não sair da sua própria zona de conforto. Mesmo que refute à aventura, o nosso personagem deseja mais que tudo a segurança e conforto dos quais dispõem, logo tentará se convencer a não seguir o caminho à sua frente.

 

4.      Travessia do limiar - Chega o momento em que nosso protagonista está pronto para cruzar os limites do seu mundo e o novo pelo qual deve seguir. Aqui o novo mundo não precisa ser algo mensurável exclusivamente, mas experiências desconhecidas ao nosso protagonista. Por exemplo, a descoberta de segredos, uso de novas habilidades e o que mais achar apropriado para o tirar do seu lugar comum.

 

5.  Aliados e tesouros - Aqui, é mostrada uma visão mais profunda do personagem e sua capacidade de descobrir quem são as pessoas com quem pode contar, ou seja, seus aliados.

 

6.      Testes e inimigos - Agora que o herói colocou o pé na estrada rumo ao seu objetivo maior, ele começa a se deparar com diversos desafios menores, contratempos e obstáculos que, gradativamente, vão testando suas habilidades e deixando-o mais preparado para as maiores provações que ainda estão por vir.

 

7.      Grande provação - A provação é uma espécie de morte pela qual o nosso herói precisa passar para cumprir o seu destino. Para isso, ele passará por um teste físico de extrema dificuldade, enfrentará um inimigo letal ou passará por um conflito interior mortal. Seja qual for a prova, para que ele seja capaz de enfrentá-la, precisará reunir todos os conhecimentos e experiências adquiridos durante a sua jornada até aquele momento. Essa provação tem um significado de transformação e, por isso, é comparada com a morte e ressurreição para uma nova vida.

 

8.      Recompensa - Após passar por este mortal desafio, podemos dizer que depois da tempestade vem a bonança. A recompensa simboliza a transformação que moldou o herói de tal formar que ele ficou mais forte, não somente, pode ser algo de valor conquistado, um tesouro, uma reconciliação com o passado, ou conhecimento de novas habilidades.

 

9.   Viagem de retorno - Voltar para casa não deve oferecer perigos, mas sim momentos de reflexão e sentimento de dever cumprido. Nosso protagonista perde a sensação de perigo iminente e reconhece sua realização pessoal ou de um bem maior.

 

10.  Travessia do limiar de retorno - O caminho de volta para casa não oferece tantos perigos, mas sim um momento de reflexão, em que o nosso herói poderá ser exposto à necessidade de uma escolha entre a realização de um objetivo pessoal ou um bem coletivo maior. De qualquer modo, a sensação de perigo iminente é substituída pelo sentimento de missão cumprida, de absolvição e de perdão, ou aceitação e reconhecimento pelos demais.

 

11.  Ressureição do herói - Aqui é o ponto mais alto da história. É aquela última batalha em que o inimigo ressurge quando mais ninguém esperava por isso, nem mesmo o nosso herói. Esse desafio é algo que vai muito além da vida dele, representando perigo para as pessoas à sua volta, sua comunidade, família, enfim, seu mundo comum. Se ele perder, todos sofrem. É nesse ponto que ele destrói o inimigo definitivamente — ou não — e pode, de fato, renascer para uma nova vida, totalmente transformada para todos.

 

12.  Senhor de dois mundos - Chegou o momento do reconhecimento efetivo do nosso herói. A chegada ao seu local de origem simboliza o seu sucesso, conquista e mudança. Aqueles que nunca acreditaram nele ou mesmo os que tentaram prejudicá-lo serão punidos, além de ficar muito claro para todos que as coisas nunca mais serão as mesmas por ali. Como você pode ver, a Jornada do Herói é o “caminho das pedras”, que nos foi deixado por Campbell.



Nietzsche e as Crianças – Uma sensível reflexão de Rubem Alves

Por oposição ao propósito da máquina educacional de transformar crianças em adultos, Nietzsche sugeria o oposto e dizia que “A maturidade de um homem é encontrar de novo a seriedade que se tinha quando criança, brincando”.

Desanimado com a estupidez dos adultos, ele escreveu: “Gosto de me assentar aqui onde as crianças brincam, ao lado da parede em ruínas entre os espinhos e as papoulas vermelhas. Para as crianças, eu sou ainda um sábio, e para os espinhos e as papoulas vermelhas”. Os adultos não o entendiam por que ele escrevia como criança.

Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com olhos de criança. Está sempre à procura de companheiros para brincar. Os grandes, doidões e perversos, pensam que Deus é como eles, de olho malvado, que os espiona em todos os lugares, para castigar. Você sabe que não é assim.

Claro que as funções adultas são necessárias: elas são ferramentas, meios de vida, entidades da Feira de Utilidades. Elas precisam ser desenvolvidas para que a Criança Eterna brinque pela vida afora, sem se machucar…

Sonho com o dia em que as crianças que leem meus livrinhos não terão de grifar dígrafos e encontros consonantais e em que o conhecimento de obras literárias não será objeto de exames vestibulares: os livros serão lidos pelo simples prazer da leitura.

Não avalio as crianças em função de saberes. São os saberes que devem ser avaliados em função das crianças. É isso que distingue um educador. Um educador não está a serviço de saberes. Está a serviços dos seus alunos. “Aquele que é um mestre, realmente um mestre, leva as coisas a sério – inclusive ele mesmo – somente em relação aos seus alunos”. (Nietzsche).

Sugiro uma inversão pedagógica: os grandes aprendendo dos pequenos. Um profeta do Antigo Testamento resumiu essa pedagogia invertida numa frase curta e maravilhosa: “E um menino pequeno vos guiará” (Isaías 11:6).  São as crianças que veem as coisas – porque elas as veem sempre pela primeira vez com espanto, com assombro de que elas sejam do jeito como são. Os adultos, de tanto vê-las, já não as veem mais. As coisas – as maravilhosas – ficam banais. Ser adulto é ser cego.

Trecho extraído do livro do “Universo à Jabuticaba”, Editora Planeta, 3ª Edição, Páginas 50/51.  

Sabe o que é uma Diretoria de Felicidade? Descubra as políticas de empresas voltadas para a saúde mental

Ações corporativas já vão bem além da oferta de terapia aos funcionários. Para a maioria das companhias, bem-estar é o aspecto mais importante dos programas de capital humano.

Para 78% das companhias brasileiras, o bem-estar é o aspecto mais importante nos programas de capital humano. E saúde mental e emocional é apontado como o principal problema dos funcionários, segundo Pesquisa Global de Bem-Estar 2022-2023. Este é o cenário do mercado de trabalho após a pandemia da Covid-19, que deixou sequelas nos ambientes corporativos.

A pandemia trouxe mais luz para a pauta, pois toda aquela experiência potencializou a exposição de fragilidades. As pessoas se mostraram mais vulneráveis. Resgatar o sentimento de autoestima e fortalecer o pertencimento delas passou a ser fundamental para que os ambientes se tornem mais harmoniosos e a produtividade possa retornar com menos desgaste emocional — explica o professor Cesar Lessa, coordenador geral do Curso de Gestão de Recursos Humanos da Estácio.

Após o apoio emergencial à saúde mental prestado de 2020 a 2022 — com oferta de terapia, por exemplo —, neste ano, as empresas comprometidas com o bem-estar partem para ações mais amplas a fim de cuidar dos colaboradores e melhorar o clima organizacional. E uma das novidades são as Diretorias de Felicidade, como na Chilli Beans e na Heineken.

A gente pode aprender a ser feliz. Com a diretoria, desde janeiro, descontruímos a ideia de que felicidade é estar alegre o tempo todo, pois isto é tóxico. A gente abre a cabeça para pensar o que pode fazer no dia a dia para torná-lo melhor, levando embasamento científico, provocação e atividades baseadas na psicologia positiva aos colaboradores — explica Denize Savi, diretora de felicidade da empresa de óculos escuros e acessórios.

Um dos pontos centrais dessas diretorias têm sido levar os funcionários a se engajarem mais entre si, baseadas em um estudo de Harvard sobre felicidade, desempenhado ao longo de 85 anos. “Relacionamentos positivos” foram apontados como os principais motivadores de felicidade.

Em grupos de 40 pessoas por vez, todos os 300 colaboradores da sede de Chilli Beans passam por seis encontros, de duas horas cada, promovidos pela diretoria “Você tem amigos aqui?”, é uma das perguntas feitas, antes de provocar os funcionários a convidarem quem ainda mal conhecem para um cafezinho, almoço ou happy hour. Na cervejaria Heineken, desde maio, a Diretoria de Felicidade forma líderes e 640 voluntários a serem Embaixadores da Felicidade na empresa.

Uma das dinâmicas é para que reconheçam quem elas têm de confiança na equipe e as razões para isso. Então as pessoas se expressam com palavras que causam emoções positivas e quem ouve muitas vezes não imaginava tudo aquilo. É um privilégio parar uma ou duas horas do trabalho para isso — diz Aline Mello, gerente sênior de Saúde Corporativa.

O olhar positivo para as situações e a listagem do que lhes traz felicidade são outros instrumentos apresentados para o autoconhecimento e promoção da felicidade entre colaboradores das empresas.

Terapia durante a pandemia

Ainda segundo a pesquisa do Empregos.com.br, em dois anos, houve um aumento de 49,4% no interesse das empresas em implantar ações de saúde e bem-estar na rotina de seus colaboradores. Em acordo com este dado, o mestre em mudança organizacional e consultor Joaquim Santini viu a demanda por seus serviços crescer 50% na pandemia, principalmente no segundo ano. Ele atua em construção de equipes, resolução de conflitos e promoção de relacionamentos interpessoais.

É inegável que houve maior receptividade a esses serviços durante esse período desafiador. O que motivou as empresas era a necessidade de resolver os desafios no ambiente de trabalho que resultam em burnout, redução da concentração, alta rotatividade, perda de talentos, conflitos geracionais e as organizacionais, além da falta de colaboração e engajamento dessas pessoas — avalia.

Alguns dos benefícios mais comuns, voltados à saúde mental de colaboradores, oferecidos pelas empresas durante a pandemia eram os que facilitavam o acesso à terapia. O Consórcio Magalu foi uma dessas representantes.

Durante a pandemia, foi feito um contrato com uma plataforma a fim de oferecer acesso a profissionais de saúdes, como psicólogos, principalmente para trabalhar questões de ansiedade que o momento acabava propiciando. Durante dois anos, a gente ofereceu esse benefício 100% integral em até quatro consultas por mês. Após os dois anos da pandemia, a empresa continua a custear uma consulta por mês conta Andresa Ferreira, gerente corporativa de Pessoas.

Na empresa, cerca de 20% dos colaboradores já fizeram uso deste benefício — quando consideradas outras práticas voltadas a saúde mental, a participação chega a 70%.

A gente ainda sente uma resistência das pessoas em buscarem esse apoio psicológico. Mas também recebemos muitos feedbacks de quem teve o primeiro contato com terapia a partir do programa. E nas nossas pesquisas de clima, os processos feitos durante a pandemia e pós-pandemia são citados pelos colaboradores como forças da empresa.

 Rafael Maia, analista de riscos do Consórcio Magalu, usufrui do benefício ainda.

A partir do convênio da empresa, tive meu primeiro contato com a terapia. E tem feito bastante diferença na minha rotina: trouxe mudanças na socialização, na família, relacionamentos e no trabalho. Ter esse tempo semanal de escuta ativa faz diferença para aliviar a ansiedade e estar presente com clareza mental no trabalho. E sinto que o ambiente da empresa ficou mais leve, as pessoas buscaram melhoras com uma comunicação não violenta e mais empática — relata.

Visão ampla do colaborador

De julho de 2021 a julho de 2022, oferecer sessão de terapia era a estratégia de 8,4% das empresas ainda. Mas na busca por oferecer qualidade de vida aos colaboradores, encarar a Saúde de forma integrada tornou-se primordial. O levantamento do Empregos.com.br mostra que eram oferecidos convênio médico (48,6%), desconto em academias (10%) e aulas de yoga (8,4%) como benefícios.

Na pandemia, a Adeste — fabricantes de matérias-primas secundárias para as indústrias de alimentação, saúde e nutrição animal — promoveu atividades que tinham como objetivo garantir momentos de paz e lazer para o quadro de funcionários. Mas as atividades seguem em 2023.

Momentos de descontração com receitas culinárias, encontros virtuais com os times, aulas de yoga e meditação, tudo isso com o propósito de levar qualidade de vida para eles — lista a diretora de Inovação Cristina Amorim.

Na empresa de meio de pagamentos Cielo, o programa “De bem com a vida” tem como uma das iniciativas o “Nutricionista in company”, que possibilita atendimento diariamente com a profissional, sem coparticipação para o colaborador. “Cada vez mais estudos comprovam a importância da alimentação equilibrada para a saúde mental, e os benefícios que pode causar: melhora da energia, do sono, da autoestima, de memória etc”, ressalta a empresa.

Na Amazon, o Programa de Assistência aos Funcionários possui ainda em seu escopo a possibilidade de consultas legais e financeiras aos colaboradores, expõe Ricardo Frias, líder de benefícios:

Os temas podem ir desde investimentos e como lidar com dívidas até a parte legal, a fim de entregar informações sobre ações judiciais.

Família também está nos planos

Para o professor Cesar Lessa, da Estácio, as empresas estão entendendo que as pessoas são seus principais ativos e, por isso, todos esses cuidados se tornaram mais presentes. Mas não só com eles.

Na Cielo, os dependentes de funcionários podem fazer terapia sem custos, recebem Gympass — que dá acesso a academias e estúdios —, e podem se associar gratuitamente ao Sesc, para atividades culturais. Na Amazon Brasil, o Programa de Assistência aos Funcionários tem um serviço de saúde mental adaptado a crianças e adolescentes tuteladas pelos seus funcionários.

Foi projetado para ajudar a enfrentarem problemas para dormir, cyberbullying, preocupações com a imagem corporal ou desafios mais complexos, como TDAH, depressão e ansiedade — diz Frias.

Os benefícios ampliados também são estratégicos para a atração e retenção de talentos.

Além de ser um cuidado social, cria um vínculo maior de relação afetiva e direta com outras pessoas influentes e importantes para aquele colaborador. Então ao mesmo tempo que a empresa cuida de todos, tem mais gente interessada que aquela relação do colaborador com a empresa se perpetue. Por isso, é um projeto interessante de retenção de talentos e, a médio prazo, pode ser uma excelente vantagem competitiva para a organização — ressalta o professor Lessa.

Neurociência das Narrativas: Como as Histórias Afetam Nossos Cérebros e Emoções

 As narrativas têm sido uma parte fundamental da experiência humana desde tempos imemoriais. Elas nos permitem compartilhar conhecimento, transmitir valores, expressar emoções e nos conectar uns com os outros de maneira única. Mas você já se perguntou por que somos tão atraídos por histórias? Como as narrativas conseguem capturar nossa atenção, evocar emoções profundas e até mesmo moldar nossa perspectiva de mundo? A resposta reside na neurociência das narrativas.

A Base Científica das Narrativas: O Cérebro em Ação.

Quando nos envolvemos em uma história, nosso cérebro não fica apenas passivamente assistindo; ele entra em ação. A neurociência revela que várias áreas do cérebro são ativadas quando estamos imersos em uma narrativa, criando uma experiência rica e envolvente. Aqui estão algumas das regiões cerebrais envolvidas e seu papel:

Córtex Pré-Frontal Medial (mPFC): Essa região está envolvida na compreensão da história e na atribuição de significado. Ela nos ajuda a relacionar a história com nossas próprias experiências e a tomar decisões baseadas na narrativa.

Giro Temporal Superior (STG): Responsável pelo processamento da linguagem e pela interpretação das palavras e entonações usadas na narrativa. Ele nos permite entender as nuances da história.

Amígdala: A amígdala é responsável pelas emoções e pelo processamento do medo. Nas narrativas, ela reage às emoções dos personagens, tornando-nos empáticos com suas experiências.

Córtex Cingulado Anterior (ACC): Essa região está ligada ao processamento de conflitos e resolução de problemas. Quando os personagens enfrentam desafios na narrativa, nossa ACC é ativada, nos envolvendo ainda mais na trama.

Córtex Somatossensorial: Essa área nos permite experimentar sensações físicas imaginárias enquanto lemos ou ouvimos. Se um personagem se machuca na história, nosso córtex somatossensorial pode nos fazer sentir uma leve dor.

A Química do Envolvimento Narrativo.

Além da ativação das regiões cerebrais, as narrativas também desencadeiam uma cascata de reações químicas em nosso cérebro. Durante momentos emocionais da história, a liberação de substâncias químicas como a oxitocina e a dopamina ocorre. A oxitocina está associada ao vínculo social e à empatia, enquanto a dopamina está ligada à sensação de recompensa e prazer. Portanto, quando nos emocionamos com uma narrativa, estamos experimentando essas sensações químicas que nos fazem sentir conectados e satisfeitos.

Por que as Narrativas são Tão Poderosas?

Agora que compreendemos como as narrativas afetam nosso cérebro e emoções, fica mais claro porque elas são tão poderosas. As histórias nos permitem:

Compreender Complexidade: As narrativas nos ajudam a entender situações complexas, dilemas morais e nuances das emoções humanas, expandindo nossa visão de mundo.

Conectar-se com os Outros: A empatia gerada pelas narrativas nos torna mais capazes de nos relacionarmos com os sentimentos e experiências dos outros, fortalecendo nossos laços sociais.

Aprender de Forma Significativa: As narrativas são uma das formas mais eficazes de aprendizado, pois nos envolvem emocionalmente e tornam as informações mais memoráveis.

Inspirar Mudança: Narrativas inspiradoras têm o poder de motivar ações e mudanças em nossas vidas, mostrando-nos exemplos de superação e resiliência.

Portanto, da próxima vez que você se encontrar imerso em um livro, filme ou história inspiradora, lembre-se de que seu cérebro está trabalhando em plena capacidade, proporcionando uma experiência rica e transformadora. A neurociência das narrativas nos lembra que as histórias são mais do que meras palavras; elas são uma janela para compreendermos a nós mesmos e o mundo que nos rodeia.


Marcos Mazullo - Psicoterapeuta

Ao invés de julgar seu filho, pare, observe cada situação e compreenda

Na nossa jornada como pais e mães, muitas vezes nos deparamos com desafios que nos fazem questionar o porquê das ações de nossos filhos. É mais fácil julgar esses pequenos seres com nossa perspectiva adulta, mas é fundamental lembrar que, para compreendê-los e guiá-los em direção ao sucesso, precisamos nos conectar verdadeiramente com eles como seres humanos únicos e em desenvolvimento. 

Vamos pensar em algumas situações que todos já vivenciaram. A criança que se esconde quando alguém diferente chega perto recebe frequentemente o rótulo de "mal-educada", sem que consideremos a vergonha que ela possa estar sentindo. É crucial cultivar a curiosidade e a compreensão profunda sobre quem são nossos filhos, em vez de simplesmente julgá-los. Cada criança é um indivíduo singular, e é importante reconhecer isso. 

Uma criança que pega uma colher de plástico na mesa e, brincando feliz, acaba batendo na cabeça da mãe, pode gerar uma reação imediata. O sorriso de antes da mãe instantaneamente se transforma em uma careta de dor e acontece com a filha a mesma mudança em sua expressão facial. No entanto, ela não tinha a intenção de machucar alguém; ela estava apenas aprendendo a coordenar seus movimentos e a compreender que a brincadeira precisa ser bem planejada. 

Internamente, a primeira reação dos pais é sentir vontade de brigar ou gritar, mas, compreendendo que o cérebro da criança ainda está em desenvolvimento, é possível perceber o quanto a criança ficou frustrada e preocupada com o dodói da mamãe e que essa não era a sua intenção. A resposta mais adequada é parar, observar como o cérebro da criança está percebendo o ambiente e pedir para ela ajudar a melhorar, explicar que vai ficar tudo bem e que temos nossas vulnerabilidades, mas que deveria ter mais cuidado ao brincar com objetos próximos de outras pessoas. Essa situação se transforma então em uma valiosa oportunidade para aprendizado mútuo de autorresponsabilidade, controle emocional, empatia e afeto. 

Em casos similares, pais exaustos ou estressados podem reagir com raiva, punição ou repreensão. No entanto, a criança não compreenderá essas reações, já que sua atitude era inocente e a sua intenção de coração não era de prejudicar ninguém. 

Pesquisas científicas revelam que o cérebro da criança ativa as mesmas regiões do cérebro dos pais que estão presentes no momento, incluindo os neurônios-espelho, que fazem com que a criança replique o comportamento do adulto, seja ele positivo ou negativo. 

Portanto, com base na neurociência com afeto, é essencial que os pais se esforcem para compreender os motivos por trás de cada comportamento antes de julgar seus filhos. Devemos parar, observar e entender, pois as crianças ainda estão desenvolvendo a habilidade de compreender e expressar suas próprias emoções devido à imaturidade de certas áreas do cérebro. 

Não é necessário se cobrar para ser um superpai ou super mãe e nunca errar. Ser pai ou mãe não exige o controle absoluto das reações ou a eliminação das próprias falhas. 

Porém, se esforçar para reagir com calma e abertura para o acolhimento ajuda o cérebro da criança a se desenvolver com modelos de equilíbrio emocional e escolha de respostas inteligentes, em vez de agir impulsivamente sob a influência do cérebro primitivo. 

A neurociência nos ensina que um dos principais determinantes da felicidade, desenvolvimento emocional e intelectual, bem como sucesso acadêmico e profissional, é proporcionar experiências afetivas de cuidado, compreensão e incentivo desde a infância. 

O ambiente molda a genética, e, portanto, é nosso papel como pais, familiares e adultos cuidadores investir em atitudes que façam as crianças se sentirem seguras, compreendidas, acolhidas e incentivadas a se tornarem versões cada vez melhores de si mesmas. Esse é o caminho para criar seres humanos bem-sucedidos em suas vidas emocionais e profissionais. Afinal, conectar-se verdadeiramente com nossos filhos é o melhor presente que podemos oferecer a eles.


Dra. Liubiana é PhD em Neuropediatria, com doutorado-S na Harvard Medical School. Professora de Medicina da UFMG, neurocientista e palestrante

O impacto da geração Z no mercado de trabalho

É considerável o aumento da participação da geração Z dentro das empresas nos últimos anos. A enxurrada desses jovens profissionais, muito bem-preparados e com a invejável energia da juventude, pode parecer representar uma ameaça para os trabalhadores mais experientes, já que indiscutivelmente a mão de obra mais jovem tem menos vícios, é muito mais barata e normalmente costuma ter o tão fomentado engajamento. 

Também chamados de pós-millenials ou Centennial, os representantes da geração Z são aqueles indivíduos nascidos no fim da década de 1990 até 2010. Representam 23% da população brasileira e ocupam 23 milhões de postos de trabalho – número que deve crescer ainda mais – segundo dados do IBGE. 

Ambientados em um cenário rodeado por tecnologias, a geração Z tem particularidades que moldam a percepção do mercado de trabalho, as perspectivas para o futuro e as relações sociais. 

Há ideais que vão além das atividades condicionadas à remuneração, com envolvimento em causas sociais e culturais sem receio de represálias. Aprendem bem (e rápido), estão sempre conectados e esperam que os líderes sejam parceiros e caminhem junto nesse aprendizado.

Algumas das características da geração Z são a facilidade e a habilidade de lidar com a tecnologia. Logo, com tal característica, essa geração vem criando – e utilizando sem demasia – a inovadora tecnologia da inteligência artificial, por exemplo, contribuindo para o melhor desenvolvimento da ferramenta, uma vez que essa geração conhece as necessidades presentes e futuras da sociedade, garantindo um significativo avanço tecnológico. 

Já os profissionais que estão há mais tempo no mercado de trabalho e nele permanecem, em especial os chamados baby boomers (pessoas que nasceram entre 1945 e 1964), iniciaram a vida profissional em um cenário de rigidez e disciplina e viveram o apogeu do mercado workaholic, em que valores como status e sucesso profissional eram culturalmente celebrados. 

Enquanto a geração Z tem um senso maior de responsabilidade social e ambiental, demonstrando mais interesse por projetos que tenham algum valor não tangível do que,

necessariamente, construir uma carreira sólida, os babies boomers têm o perfil mais conservador, valorizando principalmente a estabilidade financeira, com uma certa aversão às grandes mudanças. Ainda, ao passo que a geração Z preza por um trabalho mais flexível e mais ligado à tecnologia, os babies boomers ainda preferem métodos mais tradicionais. 

Diante disso, como lidar com os desafios desse flagrante conflito geracional no mercado de trabalho? A resposta não é simples e nem poderia ser, na medida em que o mercado de trabalho nada mais é do que o reflexo da sociedade e o modo como os indivíduos se relacionam consigo mesmos e com a coletividade. 

É importante ressaltar que cada geração apresenta desafios e oportunidades distintos e que cabe às empresas e à sociedade criar condições para que todas as gerações possam conviver e contribuir de forma positiva. 

Essa convivência pode trazer inovação, diversidade e novas formas de pensar e agir, o que é essencial em um mundo cada vez mais complexo e dinâmico. 

Portanto, embora haja algumas diferenças entre as gerações em termos de objetivos e valores, é importante ressaltar que cada pessoa é única e pode ter seus próprios caminhos e formas de sucesso.

As empresas e organizações devem estar abertas e preparadas para lidar com essas diferenças e promover um ambiente de trabalho inclusivo e colaborativo para todas as gerações, valorizando as competências de cada uma, incentivando o diálogo e formando programas de mentorias para trocas de experiências e conhecimento. 

Então, quando duas ou mais gerações convivem e trabalham juntas, a troca de conhecimento técnico e principalmente de experiências de vida não deve ser vista como ameaça para nenhuma delas, mas sim como uma oportunidade de ambas aprenderem umas com as outras. 

É exatamente por meio desses aspectos que o trabalho nos próximos anos pode ter sua função social revigorada e sua contribuição pessoal para cada indivíduo renovada e otimizada.

POR: GABRIELA CARDOSO CARVALHO

Você já fez seu planejamento para 2024?

Existe um provérbio hindu que diz assim: “nada mudou, só eu mudei, então tudo mudou”. Um novo ano se aproxima trazendo novas oportunidades e desafios, mas, ao invés de olhar para isso com desconfiança, convido você a olhar para isso com uma postura proativa e esperançosa, focando naquilo que de fato está ao seu alcance. 

Diante de um cenário global de mudanças constantes, é comum sentirmos medo, desconforto e ansiedade. Muitos ficam paralisados sem saber o que fazer ou como fazer. Nesse contexto, o planejamento surge como uma ferramenta indispensável, guiando indivíduos e organizações na jornada rumo ao sucesso. 

A primeira fase desse processo tão importante é a reflexão profunda sobre o que passou. Esse olhar retrospectivo para o ano que passou permite identificar erros e acertos, possibilitando aprimoramento contínuo. As lições aprendidas nos permitem construir uma base sólida para as próximas etapas.

Na segunda fase, é importante definir metas claras e alcançáveis, com o maior detalhamento possível e prazos de realização. Seja específico, quanto mais específico naquilo que queremos alcançar teremos a oportunidade de transformar ideias em planos concretos. Seja no âmbito profissional ou pessoal, metas bem delineadas são faróis que orientam nossos esforços.

O outro passo se trata de um momento crucial, na terceira fase, temos que elaborar as estratégias para conquistar o que planejamos. Vamos incluir aqui não apenas os recursos disponíveis, como as tendências emergentes, por isso é fundamental observar à sua volta, a tecnologia, as mudanças socioeconômicas e as inovações impactam diretamente o alcance de nossos objetivos. Obstáculos existem, sempre existirão e conte com eles, então, esteja preparado.

A implementação exige mais que motivação, precisa de disciplina para a ação constante em busca dos resultados. Além disso, é essencial supervisão constante, aliada à flexibilidade para ajustes quando necessário, é a chave para superar obstáculos inesperados. 

A última fase, mas não menos importante, é a avaliação. Monitorar o avanço regularmente é essencial para identificar desvios, corrigir trajetórias e comemorar as conquistas. A análise crítica dos resultados possibilita ainda ajustes contínuos, adaptando-se às dinâmicas do ambiente.

A importância do planejamento não se restringe apenas à esfera profissional. No âmbito pessoal, é um esforço que vale a pena porque pode influenciar diretamente a sua qualidade de vida, ou seja, estabelecer metas de saúde, bem-estar e crescimento pessoal são passos significativos na construção de um futuro promissor.

Em resumo, o planejamento para 2024 é uma jornada que começa na reflexão, passa pela definição de metas, estratégias, execução e avaliação, e muita disciplina. É um processo dinâmico, moldado pela adaptabilidade e pela aprendizagem contínua. Em um mundo em constante transformação, aqueles que abraçam o poder do planejamento estão mais bem preparados para desbravar o futuro com confiança e sucesso.

Danielle Ruiz é palestrante e coaching de alta performance, Master programação neurolinguística, Gestão de Equipes, A ciência do bem-estar pela Universidade de Yale