domingo, 14 de janeiro de 2024

Lições de atendimento ao cliente Disney para engajar o público

Quem já leu o livro “Nos Bastidores da Disney” aprendeu um pouquinho sobre o modo de ser da empresa, que coloca os clientes sempre em primeiro lugar, mas sem se esquecer de seus funcionários.

A fórmula da excelência em relacionamento e atendimento ao cliente está ali e, se há uma coisa com a qual todos concordam, é que a Disney é um lugar mágico onde todos os sonhos se realizam e as pessoas são felizes.

Aqui na Siteware, todos da equipe de atendimento já leram o livro e aplicam as lições de atendimento ao cliente Disney no tratamento diário com nossos clientes.

Então, decidimos compartilhar algumas lições que tiramos do livro e que podem ser aplicadas a qualquer tipo de empresa para lhe inspirar a fazer o melhor pelo consumidor. Engajar clientes é essencial para melhorar resultados.

4 lições de atendimento ao cliente Disney

1- Valores fortes

Já falamos em alguns posts aqui do blog como os valores da sua empresa são importantes para o seu sucesso. Valores fortes formam uma cultura que exige o comportamento desejado dos funcionários.

No caso da Disney, os principais valores da empresa focam nos desejos e paixões de seus clientes e em como tornar a experiência com a empresa não só positiva, mas mágica. Assim, todo funcionário é incentivado a agir de modo a proporcionar uma convivência de sonho entre a Disney e seus clientes.

Assim como em outras empresas, se algum funcionário não consegue se adaptar ao modo de pensar e agir da Disney, ele não pode fazer parte do quadro da organização.

2- Desenvolvimento de equipe

Para atingir a excelência no atendimento ao cliente Disney, eles se certificam de que todos os membros de sua equipe, desde faxineiros até gerentes, conheçam o propósito da empresa e saibam tudo o que está ao alcance de cada um para contribuir com ele.

O importante é fazer com que todos entendam o porquê de seus trabalhos e saibam o que podem fazer para colaborar. Seja para sorrir sempre que encontrar um cliente ou atendê-los como se fossem velhos conhecidos, o treinamento devido é importante e a reciclagem faz parte do processo de manter o nível de excelência no contato com o cliente.

Uma equipe engajada e que compartilha dos valores da empresa é essencial para atrair e reter clientes.

3- Atenção ao clientes

Você ganha a simpatia e confiança do cliente nas pequenas atitudes. Seja ao resolver um problema com rapidez e eficácia ou ao atender de forma personalizada.

O cliente quer sentir que a sua empresa se importa com ele e com suas necessidades, por isso fique de olho nas pequenas coisas e use-as para proporcionar momentos positivos para seus clientes.

Além disso, não se esqueça de sua equipe. Essa é outras das lições de atendimento ao cliente Disney: Seus colaboradores também querem se sentir respeitados e valorizados. Mostre que se importa e os resultados serão consequência.

4- Liderança que inspira

Como já mostramos em alguns posts aqui do blog, o líder hoje em dia tem que ser mais do que um mero ‘chefe’. É importante que ele dê o exemplo que queira que seja seguido, esteja disponível para sua equipe, ouça seu time e dê feedbacks para melhorar ainda mais o que já está bom e desenvolver o que não está.

Um bom líder ajuda a construir e manter uma cultura forte, que engaja funcionários e trabalha para fidelizar seus clientes e atrair novos, melhorando os resultados da empresa.

Estas foram as lições que nós tiramos da leitura aqui na Siteware. Além de engajar nossos funcionários e atender com excelência aos nossos clientes, nós utilizamos os módulos de Avaliação de Desempenho e Remuneração Variável do STRATWs One para tratar com transparência, facilidade e utilizando uma base de dados confiável todo o progresso dos nossos colaboradores!

Os segredos da felicidade segundo Harvard: conheça os passos essenciais

Descubra os passos da “fórmula da felicidade” de Harvard, revelados por Tal Ben-Shahar. Saiba como cultivar a alegria no cotidiano e aprender com a psicologia positiva para uma vida mais realizada.

 

Ser feliz não é apenas um desejo, mas uma habilidade que pode ser aprendida e cultivada, de acordo com Tal Ben-Shahar, professor de Psicologia Positiva na Universidade de Harvard.

Seus ensinamentos são agora compartilhados no Brasil, onde ele leciona sobre a “Ciência da Felicidade”. Vamos explorar a fórmula da felicidade com sete passos simples que podem transformar a maneira como encaramos a vida.

Os sete passos da felicidade de Harvard

1. Tempo de qualidade com entes queridos

Segundo Ben-Shahar, a base da felicidade está no tempo dedicado à família e aos amigos. Relacionamentos significativos com pessoas que nos importamos fortalecem os laços emocionais, contribuindo para uma vida mais alegre.

2. Perdoe seus próprios fracassos

Reconhecer que falhas e erros são partes intrínsecas da jornada humana é o primeiro passo. Em vez de reprimi-los, devemos celebrá-los como oportunidades de crescimento. Estudos indicam que o perdão próprio está associado a uma melhor saúde mental.

3. Gratidão pelas coisas boas

A prática regular da gratidão, segundo Ben-Shahar, eleva o bem-estar geral. Reconhecer e apreciar os aspectos positivos da vida contribui para uma mentalidade mais otimista.

4. Prática de esportes e atividade física

O professor destaca os benefícios físicos e mentais da atividade física regular. A prática de esportes, inclusive 30 minutos de caminhada diária, faz diferença. Hábitos saudáveis, como sono adequado, complementam a busca por saúde física e mental.

5. Simplificação no lazer e trabalho

Reduzir o estresse e a sobrecarga, simplificando a vida, é uma recomendação valiosa. Focar em uma tarefa de cada vez, seja no trabalho ou no lazer, proporciona maior qualidade e satisfação.

6. Aprenda a meditar

A meditação é uma ferramenta poderosa para acalmar a mente e promover a autoconsciência. Ben-Shahar destaca sua importância para encontrar equilíbrio emocional e mental.

7. Desenvolva resiliência

A capacidade de enfrentar dificuldades e se adaptar às mudanças é essencial para a saúde mental a longo prazo. Cultivar a resiliência fortalece a mente, preparando-a para os desafios da vida.

A fórmula da felicidade de Harvard oferece uma abordagem prática para transformar a vida diária. Com passos simples, é possível aprender e cultivar a felicidade, transformando a perspectiva sobre as experiências e fortalecendo o bem-estar emocional e mental. Afinal, a alegria está ao alcance de quem decide percorrer o caminho da psicologia positiva e do autoconhecimento.

A sinergia entre escutar, comunicar e gerenciamento de conflitos: uma abordagem neurocientífica A sinergia entre escutar atentamente, comunicar de maneira eficaz e gerenciar conflitos, envolve a transmissão de mensagens de forma otimista, respeitosa e encorajadora, visando fortalecer os relacionamentos.

Comunicar é o ato de transmitir informações, ideias, pensamentos, sentimentos ou mensagens de uma pessoa a outra. Envolve a troca de informações por meio de diferentes meios, como a fala, escrita, gestos, linguagem corporal, entre outros, com o objetivo de estabelecer compreensão e interação entre as partes envolvidas.  É essencial na transmissão de conhecimento e na criação de conexões nas relações humanas pessoais e profissionais.

 

A comunicação positiva e construtiva visa promover interações saudáveis e benéficas. A sinergia entre escutar atentamente, comunicar de maneira eficaz e gerenciar conflitos, envolve a transmissão de mensagens de forma otimista, respeitosa e encorajadora, visando fortalecer os relacionamentos.

Na comunicação não verbal a neurociência investiga como o cérebro interpreta pistas não verbais, como gestos, expressões faciais e linguagem corporal com intuito de entender as nuances da comunicação interpessoal.

 

A crescente comunicação digital é relevante pontuar a existência de pesquisas que examina como o cérebro se adaptam à comunicação por meio de dispositivos eletrônicos e como isso afeta a cognição e relacionamentos.

 

Alguns elementos-chave importante para a comunicação, incluem:

 

1.      Escutar com empatia: Mostrar compreensão e consideração pelos sentimentos e perspectivas dos outros. Ao demonstrar interesse genuíno por suas necessidades, ativa áreas do cérebro associadas à empatia e à compreensão das emoções, como o córtex cingulado anterior;

 

  1. Clareza na comunicação: Envolve áreas cerebrais relacionadas ao processamento da linguagem, como o córtex pré-frontal. Comunicar de forma direta e transparente, evita mal-entendidos e ambiguidades. O sistema de recompensa do cérebro é ativado reforçando comportamentos de comunicação positiva;

 

  1. Feedback construtivo: É importante ser específico e basear em fatos, evitar críticas pessoais e julgamentos. O cérebro reage ao feedback de maneira específica, e a neurociência pode explicar como as pessoas respondem a críticas e elogios;

 

  1. Respeito: Tratar todas as partes com respeito, cortesia e consideração, independentemente das diferenças de opiniões;

 

 

  1. Solução de problemas: Abordar questões de maneira colaborativa, buscando soluções que beneficiem todas as partes envolvidas;

 

  1. Incentivo: Oferecer incentivo e apoio positivo para motivar e inspirar os outros;

 

7.      Abordagem na solução: Em vez de focar nos problemas, concentrar em encontrar alternativas para superar os desafios;

 

8.      Colaboração: Incentivar a busca de interesses comuns, em vez de posição conflitantes;

 

9.      Escuta ativa: Ouvir atentamente o que os outros tem a dizer é essencial para compreender suas necessidades e preocupações. 

Gestão de conflitos e regulação emocional

A gestão de conflitos eficaz requer regulação das emoções, o que envolve o córtex pré-frontal ventromedial e outas áreas associadas ao controle emocional.  Permite que as pessoas ajam de forma ponderada e construtiva no processo de identificar, lidar e resolver disputas ou tensões conflitantes.

 

A prática de escutar com empatia, comunicar eficazmente e gerenciar conflitos pode levar a mudanças na estrutura e função cerebral ao longo do tempo, graças a neuroplasticidade é possível aprimorar habilidades por meio de treinamento e práticas consistentes.

 

Durante conflitos, o cérebro libera o hormônio cortisol em resposta ao estresse. Uma abordagem neurocientífica pode ajudar a entender como o excesso de cortisol pode prejudicar a comunicação e o gerenciamento de conflitos.

 

Gerenciar conflitos envolve alguns princípios e estratégias-chave:

 

1. Identificação e compreensão dos conflitos: o primeiro passo é reconhecer a existência de conflitos. Isso pode ser feito por meio de observação atenta, coleta de feedback dos funcionários e da análise de indicadores de conflito, como a diminuição da produtividade ou aumento da rotatividade;

 

2. Compreensão das causas: para resolver conflitos de forma eficaz, é essencial compreender suas causas subjacentes. Identificar diferenças de personalidade, competição por poder, interesses divergentes ou comunicação deficiente, entre outros fatores;

 

3. Comunicação aberta: é crucial estabelecer canais de comunicação abertos e transparentes. Os funcionários devem se sentir à vontade para expressar suas preocupações e opiniões de maneira construtiva;

 

4. Mediação e resolução: dependendo da complexidade do conflito, a mediação pode ser necessária. Isso envolve um terceiro imparcial que ajudará as partes a chegar ao acordo. Pode incluir a negociação, compromisso ou até mesmo a implementação de políticas e procedimentos para evitar conflitos futuros;

 

5. Liderança e cultura organizacional: a liderança é um elo fundamental na gestão de conflitos corporativos, incentivar uma cultura organizacional que valorize a resolução pacífica de conflitos, promova a abertura e o diálogo construtivo, estimule a colaboração e respeito mútuo entre os membros da equipe com atitudes preventivas de conflitos;

 

6. Treinamento e desenvolvimento: oferecer treinamento em habilidades de comunicação, resolução de conflitos e inteligência emocional pode ajudar a capacitar os funcionários a lidar com conflitos de maneira construtiva;

 

7. Avaliação e acompanhamento: após a resolução de conflitos é importante realizar uma avaliação para garantir em não recorrência de conflitos.

A gestão de conflitos corporativos não se trata apenas de resolver disputas, más também de transformar conflitos em oportunidades de crescimento e melhoria dentro da organização. Quando bem gerenciados, os conflitos podem levar a soluções colaborativas, maior compreensão mútua, redução da agressividade e hostilidade.

 

Não se recomenda analisar o desempenho da escuta ativa, comunicação não violenta empática de forma isolada.   A neurociência fornece insights valiosos sobre como o cérebro processa a comunicação e possibilita a adoção de estratégias eficazes para melhorar a sinergia entre escutar, comunicar e gerenciar conflitos, destacando como essas atividades moldam a atividade cerebral afetam a capacidade de relacionar-se de maneira mais harmoniosa, produtiva e colaborativa onde as pessoas se sentem ouvidas, compreendidas e valorizadas.

 

Ao reconhecer que a comunicação não é apenas uma habilidade interpessoal, mas tem base neurobiológicas e que a empatia envolve processos cognitivos e emocionais que são mediados por sistemas neurais específicos, conclui-se a potencialização da satisfação, do engajamento, na melhoria dos relacionamentos interpessoais e consequentemente um clima organizacional humanizado, saudável com a promoção do bem-estar e eficácia no ambiente de trabalho.

Autorregulação: estabilidade emocional começa na infância

Você sabe o que é autorregulação? Entende quando ela começa a existir dentro de você? Sabe quando a criança aprende a segurar o xixi ao invés de fazê-lo na cama? Isso é autorregulação, essa percepção de que uma necessidade do corpo agora passa a ser controlada. Mas existem outras formas de autorregulação.

A psicóloga Naira Caroline Teixeira explica que a autorregulação é um princípio que está diretamente relacionado com a nossa estabilidade emocional. Ela é usada como ferramenta para controlar reações emocionais e comportamentais frente a fontes de estimulação positiva ou negativa.

Lembrando que nenhum indivíduo é completamente estável e essa oscilação emocional, que não são de amplo espectro, é sinal de saúde mental.

“As dores, os sofrimentos, as alegrias, o entusiasmo, as paixões, os lutos… eles nos protegem da apatia, que é uma indiferença ao que acontece dentro e fora da gente, e que é tão doentio quanto a instabilidade emocional. Por isso a autorregulação é tão importante e deve ser desenvolvida desde a infância”.

A criança que faz pirraça está demonstrando sua revolta por ter sido contrariada, seu modo de reagir a contrariedade mostra a imaturidade e a necessidade de que alguém a ajude nesse sentido. “Precisamos ensinar as crianças a lidarem com suas emoções, educá-las para lidar com seus sentimentos e reconhecê-los. Muitas pessoas chegam à vida adulta sem saber quando estão tristes, com raiva ou simplesmente cansados”, informa a psicóloga.

Esses são gatilhos emocionais que promovem reações parecidas, mas que quando identificados, o indivíduo tem muito mais condições de equilibrar suas reações e escolher melhor suas atitudes e ações. Do ponto de vista da psicologia analítica o que acontece fora do ser humano também acontece dentro. “Nos expressamos com nossos conteúdos emocionais, ou seja, com nosso aparelho mental que é algo essencial ao indivíduo e intrasferível, independente do gatilho externo”.

Para a professora e Drª Marluce Mechelli de Siqueira, a autorregulação existe em todos os sentidos, em todos os momentos. “O simples ato de respirar é uma autorregulação. Primeiro você sugar o ar, absorvendo e levando para dentro do seu corpo esse fôlego de vida; no segundo momento, você faz uma pausa e aí o ar vai percorrer todo seu corpo que precisa desse ar para se regular e depois você expira, eliminando. Essa respiração te coloca em movimento, e também te ajuda a se regular, que na língua portuguesa, regular não significa colocar freio, significa calibrar, lapidar, e como faremos isso? Com experiências positivas, mais ou menos e negativas; então para atingir uma autorregulação temos que ter experiências”.

Se a autorregulação começa na infância e a correria do dia a dia tornou os pais, pessoas que presenteiam para suprir a ausência de presença, de tempo de qualidade na vida dos filhos, que tipo de pessoa estamos deixando para o mundo? Dra. Marluce faz um alerta sobre isso, num exemplo bem simples.

“Com o Ano Novo, milhares de pessoas foram as praias assistir aos fogos. No dia segunte foram retiradas toneladas de lixo dos locais, tudo que não era para estar lá. Mas isso é falta de autorregulação? Sim, quando você não se entende pertencente a esse planeta, quando você não se inclui na manutenção desse mundo, você não está se autorregulando, você está apenas existindo”.

Além disso, Naira ainda relata sobre o que a falta de tempo fez com as pessoas. “No mundo ideal não estamos preparados para lidar com as frustrações, no mundo ideal temos filhos, mas não temos tempo de educá-los e nem de estimulá-los a desenvolverem a autorregulação”, explica.

Atualmente os filhos estão muito mais entregues às telas e as comidas carregadas de açúcares e gorduras, fazendo com que eles se sintam saciados, quietos. Mas isso nem de longe é satisfatório para um bom desenvolvimento e a conta chega na adolescência, com altos níveis de intolerância ao mundo real e na relação com o outro, gerando níveis elevadíssimos de ansiedade, depressão e automutilação.

“Tudo isso por uma inabilidade de autorregulação, algo que poderia ser trabalhado desde a infância através de situações que desenvolvesse a resiliência e a capacidade emocional de lidar com as coisas da vida”.

Naira conclui que a autorregulação é importante, pois envolve fazer uma pausa entre um sentimento e uma ação – reservar um tempo para pensar nas coisas, fazer um plano, esperar pacientemente. As crianças geralmente lutam com esses comportamentos, e os adultos também.

Para Dra. Marluce, existem crianças, adultos e idosos com diferentes possibilidades de existir no mundo. “Quando eu sei que uma pessoa tem um déficit é preciso aumentar o aporte educativo, associado a atividade física, cultural, artística. Certamente haverá o empoderamento, essa soma de três coisas, permite o melhoramento e com isso, consigo uma evolução dessa pessoa. Posso oferecer modelos de autorregulação como a música, mas sem ficar exclusivamente na música, a arte em si, contribui muito como exemplo de autorregulação”.

De acordo com a professora, o que não podemos fazer é excluir. “A exclusão não é regra para ninguém, o mundo existe com diferentes e com os diversos, todos temos talentos e todos somos capazes, medir essa capacidade por apenas um indicador é um erro”.

4 dicas da neurociência para deixar seu cérebro mais produtivo - A neurociência destaca que o importante é manter ou adquirir bobs hábitos para tomar decisões, manter o foco e lidar com o estresse do dia a dia


A chegada de um novo ano traz o sentimento de renovação e esperança de novas conquistas. Alguns quilos a menos, hábitos saudáveis, mais foco e produtividade no trabalho, mais tempo com a família... e por aí vai!

 

 A neurocientista Thaís Gameiro listou quatro hábitos que podem ajudar a alcançar grande parte desses objetivos. "Aderindo a essas dicas você irá contribuir para a saúde do seu cérebro e, com ele funcionando bem, fica mais fácil tomar boas decisões, manter o foco nos seus objetivos e lidar melhor com o estresse do dia a dia", afirma.

 

Cuide bem do seu corpo


Essa dica com certeza é a mais batida de todas, mesmo assim esquecemos frequentemente de priorizá-la. Para que nosso cérebro (e todo o nosso corpo) funcione bem, precisamos de uma alimentação saudável e balanceada. Retiramos dos alimentos os nutrientes necessários para realizarmos todas as nossas atividades, e a qualidade desses nutrientes impacta diretamente na eficiência na qual conseguimos desempenhar tais atividades. Uma alimentação rica em vegetais, frutas e gorduras boas (azeite, peixe, castanhas etc) ajuda no bom funcionamento dos neurônios, retarda o processo natural de envelhecimento dessas células e contribui para uma melhor função cognitiva (raciocínio, atenção, aprendizado).

 

Além da alimentação, a prática regular de exercícios físicos também é fundamental para o bom funcionamento do cérebro. A atividade física, especialmente os exercícios aeróbicos, ajudam na distribuição sanguínea, melhorando a irrigação do cérebro e do corpo como um todo. O maior aporte de sangue no cérebro contribui para o crescimento celular e para a criação de novas conexões entre os neurônios. Além disso, a prática de exercícios libera hormônios e outras substâncias que atuam no cérebro aumentando a sensação de prazer e bem-estar, aliviando os efeitos negativos do estresse e o cansaço. Comece incluindo apenas 20 minutos por dia de exercícios na sua rotina e perceba os resultados positivos.

 

Dê mais atenção as suas noites de sono


É durante o sono que nossas células gliais fazem uma verdadeira faxina no cérebro, removendo neurotoxinas e outros produtos degenerativos do nosso metabolismo. Esse trabalho requer tempo, e por isso respeitar as 7h-8h de sono é fundamental. Crie uma rotina e um ambiente favorável para o sono, evite tomar café ou outras substâncias estimulantes após as 15h, deixe o celular longe da cama e evite acumular noites mal dormidas. Pesquisas mostram que a privação de sono pode contribuir para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Mal de Alzheimer.

 

Desafie o cérebro aprendendo coisas novas


O cérebro permanecerá produtivo e saudável por mais tempo se for constantemente desafiado com novos estímulos. Ele possui a brilhante capacidade de se reorganizar e mudar, abandonando antigos hábitos e aprendendo novos. É a chamada neuroplasticidade, que nos confere a capacidade de aprender e adquirir novas habilidades. Aprender um novo idioma, um novo instrumento musical, uma dança ou esporte, viajar e aprender sobre novas culturas e até mesmo conversar com pessoas diferentes. Todas são excelentes práticas para manter o cérebro flexível e a mente aberta, dois pilares fundamentais para uma maior criatividade.

 

Cultive suas relações sociais


Os seres humanos são criaturas sociais e, por isso, manter uma convivência frequente com amigos e familiares é fundamental para o bom funcionamento cerebral. Um estudo mostrou que pessoas que mantinham um convívio social ativo apresentaram um declínio cognitivo até 70% menor quando comparadas com pessoas que viviam mais isoladas. A interação com outras pessoas nos ajuda a trabalhar áreas do cérebro associadas com a empatia e inteligência emocional, aspectos importantes para o sucesso no trabalho e no âmbito pessoal.

 

Apesar de simples, colocar esses hábitos em prática exige determinação e persistência. Comece implementando um passo de cada vez e quando sentir confiança, passe para o próximo nível até atingir uma mudança de comportamento sustentável. Não desanime com as recaídas, elas fazem parte do processo.

 

Esses novos hábitos irão contribuir não apenas para um cérebro mais produtivo em 2024, mas também para um cérebro mais saudável por todos os anos que vierem!


Por que algumas pessoas sempre acordam às 3 ou 4 da manhã?

O fenômeno de acordar durante as primeiras horas da manhã, especialmente por volta das 3 ou 4 da manhã, é uma experiência comum compartilhada por muitas pessoas. Esse acontecimento pode ser atribuído a uma variedade de fatores, que vão desde processos psicológicos até padrões fisiológicos de sono.

Greg Murray, Diretor do Centro de Saúde Mental na Universidade de Tecnologia de Swinburne, Austrália, lança luz sobre os aspectos cognitivos desse fenômeno. Ele menciona que acordar e se preocupar nesses horários é uma resposta muito humana, mas também sugere que não é um hábito benéfico. A ocorrência desses despertares pode ser intensificada pelo estresse, que não necessariamente aumenta a frequência com que se acorda, mas faz com que se esteja mais consciente disso. Murray enfatiza que, embora acordemos várias vezes à noite, é o elemento adicional do estresse que transforma esses breves despertares em períodos de plena consciência.

Stephanie Romiszewski, fisiologista do sono e diretora da Clínica Sleepyhead nos EUA, oferece conselhos práticos sobre como gerenciar essa questão. Ela recomenda manter um horário consistente para acordar todos os dias e só ir para a cama quando estiver com sono. Ela também destaca a importância do exercício regular, da exposição à luz brilhante pela manhã e da interação social para melhorar a qualidade do sono. Essas atividades ajudam a estabelecer uma rotina, fazendo com que o corpo e a mente entendam que o sono deve ocorrer durante as horas noturnas habituais.

O momento desses despertares, especificamente por volta das 3 ou 4 da manhã, pode ser explicado ao examinar os padrões típicos do ciclo de sono. Durante a noite, nosso sono oscila entre o sono de movimento rápido dos olhos (REM) e o sono não-REM. A probabilidade de acordar é influenciada pelo estágio do sono em que se está. Como o sono REM, que é mais leve e cheio de sonhos, aumenta à medida que a manhã se aproxima, as pessoas estão mais propensas a acordar durante essas horas.

Michael K. Scullin, professor associado de psicologia e neurociência na Universidade Baylor, no Texas, introduz outro ângulo a essa discussão. Ele sugere que acordar cedo pode estar associado a ansiedade, potencialmente ligados a tarefas inacabadas ou responsabilidades pendentes. O cérebro humano mantém um nível elevado de ativação para essas tarefas incompletas, o que pode contribuir para distúrbios do sono.

Além disso, existe a relação entre acordar de madrugada e a necessidade de urinar, conhecida como noctúria. Este fenômeno é especialmente comum entre adultos mais velhos, mas pode afetar pessoas de todas as idades. A noctúria pode ser causada por diversos fatores, incluindo o consumo excessivo de líquidos antes de dormir, o declínio natural da função renal que ocorre com a idade, ou condições médicas específicas, como diabetes, insuficiência cardíaca ou doenças da próstata.

 

Como evitar acordar de madrugada

Para mitigar isso, manter uma lista de tarefas pode ser uma estratégia eficaz. Scullin, que escreveu um artigo sobre o tema em 2018, demonstrou que gastar alguns minutos antes de dormir para compilar uma lista de tarefas futuras pode ajudar significativamente a adormecer mais rápido. Essa prática também pode ser aplicável àqueles que acordam no meio da noite, pois ajuda a organizar os pensamentos e potencialmente reduzir a ativação mental causada por tarefas inacabadas.

Colin Espie, professor de medicina do sono no Departamento de Neurociências Clínicas Nuffield da Universidade de Oxford, defende uma abordagem semelhante, denominada “encerrar o dia”. Isso envolve reservar um tempo antes de dormir para revisar os eventos do dia e planejar o dia seguinte. Essa prática ajuda o cérebro a processar pensamentos e preocupações sem a necessidade de acordar durante a noite.

No entanto, se essas estratégias não produzirem resultados positivos e o problema persistir por mais de alguns meses, pode ser necessário procurar ajuda profissional. Distúrbios prolongados do sono podem se desenvolver em padrões habituais, tornando-os mais difíceis de abordar simplesmente eliminando os gatilhos iniciais. Nesses casos, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a consulta com um especialista em sono ou médico podem ser necessárias.

A natureza multifacetada dos despertares matinais precoces implica que não há uma única causa ou solução. Fatores como estresse, padrões do ciclo de sono, processos psicológicos e hábitos de vida desempenham um papel. Embora estratégias de autoajuda como manter uma rotina regular de sono, exercício e listas de tarefas possam ser benéficas, problemas persistentes podem exigir intervenção profissional.


Cientistas descobriram a força motriz por trás de seus impulsos mais sombrios

Psicólogos têm se interessado há muito tempo pelos aspectos mais obscuros da natureza humana, e pesquisas recentes trouxeram novas perspectivas sobre essa área. Tradicionalmente, o conceito do “triângulo negro” tem sido central para entender esses traços malévolos. Esse triângulo inclui psicopatia, narcisismo e maquiavelismo, cada um representando um aspecto distinto, porém interrelacionado, de traços de personalidade negativos. Psicopatia é caracterizada pela falta de empatia e remorso, narcisismo por um senso inflado de autoimportância, e maquiavelismo por manipulação e exploração dos outros.

No entanto, uma exploração mais profunda da psique humana revela que esses três traços mal arranham a superfície. Outros traços malévolos como egoísmo, sadismo, rancor e mais também desempenham um papel significativo no espectro do comportamento humano. Esses traços, embora distintos, compartilham uma característica comum, sugerindo um fator subjacente unificado.

Essa noção levou a um estudo inovador em 2018 por psicólogos da Alemanha e Dinamarca, que propuseram um novo conceito: o Fator Negro da Personalidade, abreviado como “D”. Esse conceito é baseado na ideia de um núcleo central de escuridão na personalidade humana, análogo ao fator g na inteligência. O fator g, proposto por Charles Spearman, postula que um fator geral de inteligência subjaz a várias habilidades cognitivas. De maneira similar, o fator D sugere um denominador comum subjacente a vários traços obscuros.

Para investigar isso, mais de 2.500 participantes foram envolvidos em uma série de quatro estudos. Eles foram avaliados em nove traços distintos de personalidade negra: egoísmo, maquiavelismo, desengajamento moral, narcisismo, direito psicológico, psicopatia, sadismo, auto-interesse e rancor. A metodologia incluiu participantes respondendo a várias declarações projetadas para medir esses traços. Declarações como “Eu sei que sou especial porque todos me dizem isso”, “Direi qualquer coisa para conseguir o que quero”, “É difícil progredir sem cortar caminhos aqui e ali” e “Machucar pessoas seria excitante” foram usadas para avaliar o alinhamento dos participantes com esses traços.

A análise das respostas revelou que, enquanto esses traços são distintos, eles também se sobrepõem até certo ponto. Essa sobreposição é atribuída ao fator D, que se manifesta de diferentes maneiras em diferentes indivíduos. Por exemplo, em uma pessoa, o fator D pode se manifestar predominantemente como narcisismo, enquanto em outra, pode aparecer como uma combinação de psicopatia e sadismo.

Entender o fator D não é apenas academicamente intrigante; tem implicações práticas. Por exemplo, o conhecimento sobre o fator D de uma pessoa poderia ser usado para avaliar a probabilidade dela se envolver em comportamentos prejudiciais. Isso poderia ser particularmente relevante em contextos como violência extrema, quebra de regras ou enganação em setores corporativos ou públicos.

Além disso, os pesquisadores criaram um portal online onde indivíduos podem medir seu próprio escore D. Isso não só satisfaz a curiosidade pessoal sobre seus próprios traços obscuros, mas também pode contribuir para a pesquisa psicológica e terapêutica. Tal pesquisa poderia avançar nossa compreensão de ações malévolas e potencialmente levar a novas descobertas em psicologia.

As descobertas deste estudo, relatadas na Psychological Review, sugerem uma nova maneira de olhar para traços de personalidade negativos. Ao entender o denominador comum desses traços, pesquisadores e terapeutas podem desenvolver uma abordagem mais matizada para estudar, diagnosticar e tratar comportamentos associados a esses traços.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Psicologia Positiva, Coaching, Coaching Docente e Neuroeducação

 


A jornada do Herói



 

Neurociência e Aprendizado


 

Neurociência - Contribuições para a aprendizagem


 

Comunicação não violenta


 

FLOW


 

Os sapinhos


 

Resiliência



 

Comunicação Não Violenta


 

Inteligência Emocional


 

Tríade do autoconhecimento


 

ESCADA DO COACHING EDUCACIONAL – MODELO APOIAR


 

Disciplina para realizar


 

O jeito Harvard de ser Feliz


 

Perdão - Conceitos da Psicologia Positiva